Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 02/10/2023
Lutas e limitações marcam a história brasileira. Da colonização aos costumes impostos, da exploração à miscigenação, o país registra os percalços de um povo que se constituiu em uma base histórica distorcida. Hoje, a antiga Terra Tupiniquim avança rumo ao progresso, todavia, para isso é preciso superar as mazelas da mídia e da justiça com as próprias mãos, por exemplo, a naturalização da violência e os laços fragmentos.
Efetivamente, ao ler a frase: “O pior mal é aquele visto como algo cotidiano e corriqueiro”, de Hannah Arendt, subentende-se o fato da normalização de justificativas para a violência em canais midiáticos. Tal conjuntura é evidenciada na incidência de casos de agressão a pessoas que cometem delitos graves - estupros e assassinatos - ou até mesmo delitos leves - roubos e furtos - na qual um grupo de pessoas ameaça e fere a integridade física do infrator após grande difusão do acontecimento. Em paralelo a isso, os filmes e séries de super-heróis e justiceiros, como o Batman, relatam como a sociedade necessita de uma figura de representação para acreditar na justiça. Nesse viés, a população não demonstra o caos no qual são essas ocorrências, visto que, também, não há punição efetiva aos envolvidos e, assim, intensifica-se as hostilidades no dia a dia.
Ademais, tal imprescindibilidade é evidente, também, ao analisar Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman, na qual apresenta os laços fragmentos, em outras palavras, a fragilidade de ideias e conceitos. Á vista disso, é notório ressaltar o caso da jovem jornalista em que fazia uma live sobre a aceitação do corpo e foi invadida por usuários com expressões gordofóbicas, como relata o G1. Além disso, a mídia têm um papel fundamental em abordar temas socias e influenciar atitudes de apoio, mas também discursos de ódio.
Depreende-se, então, que o Governo Federal deve criar regulamentações com o orçamento nacional para alterar o papel da mídia e a incitação da justiça com as prórpias mãos. Este deve ser efetivado por intermédio dos meios midiáticos, ONGs e escolas para gerar engajmento sobre o assunto. Tal medida terá a finalidade de diminuir atos hostis e garatir justiça nos meios adequados da lei. Dessa forma, a terra Tupiniquim avançará rumo ao progresso.