Como a precarização das condições de trabalho impacta o crescimento econômico
Enviada em 08/11/2025
Na série, distópica, “O Silo”, é retratado um experimento social, onde os habitantes do silo que vivem nas camadas inferiores, existem para serem máquinas produtivas para os que vivem nos andares superiores. De maneira análoga, hoje, no Brasil, as classes sociais mais baixas convivem com a insalubridade das condições de trabalho, ditadas por quem detém os meios de produção. Dessa forma, é de suma importância estabelecer um debate acerca do que possibilita a instabilidade empregatícia e como impacta o crescimento econômico.
Nesse Cenário, a busca por melhores condições não geram vagas condizentes, mas evidencia os problemas estruturais do mercado de trabalho. Segundo Herbert de Souza, as constantes inovações tecnológicas viabilizam à realização da produção sem emprego, todavia a economia moderna não consegue se desenvolver com o consumo sem salário. Isto é, o crescimento e o desenvolvimento é inerente ao aumento do consumo. De forma contraditória, o capitalismo também enfraquece o vínculo empregatício, uma vez que reforça à instabilidade de renda ao impor grandes jornadas de trabalho, com pouca ou quase nenhuma remuneração.
Além disso, a desigualdade de renda que assola muitos lares brasileiros é resultado do modelo firmado pela economia mundial. De acordo com José Saramango o neoliberalismo imposto pelo capitalismo é na verdade o totalitarismo disfarçado de globalização econômica, ou seja, mesmo que em moldes diferentes, o mercado neoliberal impulsionado pela globalização, impõe de forma totalizadora todas as esferas da vida social, política e econômica dos cidadãos. Sendo assim, há consequências negativas na ordem produtiva mundial, visto que perpetuam a desigualdade social e a precarização das condições de vida, impossibilitando o crescimento econômico.
Portanto, urge medidas capazes de reveter os empecilhos do mercado trabalhista. Nesse sentido, compete ao Poder Lesgislativo, orgão responsável pela criação de leis, a aprovação da PEC da escala 6x1, com o objetivo de reduzir a jornada de trabalho semanal e manter o salário, afim de promover um equilíbrio na vida dos assalariados, além de aumentar a produtividade ao entregar condições melhores. Com isso, a economia nacional será impulsinada pelo consumo dos trabalhadores.