Como a precarização das condições de trabalho impacta o crescimento econômico
Enviada em 03/11/2025
No filme “Que horas ela volta?”, obra brasileira, aborda a relação de más condições de trabalho vivenciada por uma empregada doméstica. Sob esse viés, nota-se a mesma condição no que tange à precarização no ambiente laboral e o seu impacto na economia. Assim, é possível afirmar como causas desse entrave a flexibilização das leis trabalhistas e o legado histórico.
A princípio, é preciso salientar como promotor desse problema a ineficiência das leis do trabalho. No governo de Vargas foi criada a CLT( Consolidação das Leis do Trabalho) com o objetivo de garantir os direitos dos trabalhadores. Entretanto, isso não é posto em prática, uma vez que as escalas de serviços são exaustivas e os salários baixos. Desse modo, é cada vez mais comum o trabalho informal, como resultado dessa regalia não assegurada pelo governo. Então, é premente mudar esse cenário.
Além disso, outra configuração para o impasse está no histórico de exploração no espaço laboral. A revolta da Chibata, ocorrida no Rio de Janeiro, foi um levante de marinheiros da Marinha do Brasil contra a insalubridade e aos castigos físicos vivenciados no trabalho. Nesse sentido, nota-se que a formação da relação do empregado e o empregador estruturada na desvalorização e descaso dos seus serviços prestados. Diante disso, é perceptível a crescente taxa de desemprego formal, o que prejudica a economia na perda de arrecadação tributária e acentuação da desigualdade.
Portanto, é imprescindível uma intervenção pontual no que concerne à precarização do trabalho. Dessa forma, urge que o Estado crie medidas de fiscalização das leis trabalhistas, por meio do Ministério do Trabalho, com o objeto de assegurar as regalias no ambiente laboral e mitigar os impactos negativos que afetam a economia. Tal ação contará com campanhas nas redes sociais que abordem a importância da classe trabalhadora. Feito isso, o panorama brasileiro não pertencerá à mesma condição do filme.