Como a precarização das condições de trabalho impacta o crescimento econômico
Enviada em 04/04/2025
No romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, observa-se a trajetória de uma família que, em busca de melhores condições de vida, enfrenta situações de trabalho análogas à escravidão, evidenciando a relação entre desigualdade social e a exploração da força humana. Sob esse viés, o Brasil contemporâneo ainda convive com a precarização das condições de trabalho, um fenômeno que afeta diretamente o crescimento econômico nacional. Nesse sentido, a desigualdade social, a informalidade e a combinação de altas inflações com baixos salários se mostram fatores determinantes para tal cenário.
Segundo o site do Gov,“Em 2022, mais de 40 milhões de pessoas trabalhavam em situação de informalidade no Brasil, representando 42,1% da população ocupada.” Com isso, a desigualdade social aliada à informalidade representa um dos principais entraves ao desenvolvimento econômico. Trabalhadores informais, sem acesso a direitos básicos como previdência, seguro-desemprego e jornada regulada, tornam-se mais vulneráveis a ciclos de pobreza. Além disso, a falta de estabilidade desses trabalhadores reduz seu poder de consumo, prejudicando a circulação de riqueza e o fortalecimento do mercado interno.
Simultaneamente, o Sindicato de Professores do Estado de Mato Grosso, diz que os professores não recebem reajuste salarial desde 2014, enquanto o montante da inflação já foi reajustado em 70% durante esses 11 anos. Outrossim, a presença de altas taxas de inflação e de salários defasados contribui para a estagnação econômica, pois, com o aumento contínuo dos preços e o poder de compra cada vez mais reduzido, a população enfrenta dificuldades para manter o consumo de bens e serviços, o que leva à desaceleração da economia.
Diante do exposto, para que a sociedade não tenha precarização das condições de trabalho e nem impacto na economia do país, cabe ao governo federal, por meio do Ministério da Fazenda, junto com o Banco Central, garantir a valorização real do salário mínimo, promovendo a distribuição de renda. Além de fortalecer políticas de formalização do trabalho, ampliando a fiscalização contra práticas abusivas e trabalhadores informais. Desse modo, os direitos básicos para a população, previstos na Constituição Federal, seriam efetivados.