Como a precarização das condições de trabalho impacta o crescimento econômico
Enviada em 18/06/2025
A obra “Operários”, de Tarsila do Amaral, carrega como símbolo a exploração dos trabalhadores, que apresentam feições cansadas. Uma breve reflexão sobre a pintura permite inferir que a obra, quando comparada à realidade brasileira, mostra-se evidente, porquanto más condições no ambiente de trabalho ainda persistem no país, causando problemas físicos e psicológicos aos proletários.Nesse contexto, não só o aumento da desigualdade social, como também o crescimento de doenças associadas à atividade laboral excessiva evidenciam como a precarização das condições de trabalho impacta o crescimento econômico. Urge,pois, fazer uma análise de ambos os fatores.
Sob esse prisma, vale frisar que trabalhos com má remuneração e altas jornadas impedem o progresso da economia. Nesse viés, a série “2 Broke Girls”, da streaming ‘‘Max’’,retrata a vida de duas garçonetes que tentam sobreviver com um salário baixo, enfrentando problemas como baixo poder compra. Tal enredo reflete a sociedade trabalhadora, visto que a desvalorização do trabalhador, através da redução dos seus direitos, aumenta a vulnerabilidade social, acarretando na diminuição do consumo de produtos locais e, consequentemente, regredindo o desenvolvimento nacional. Logo, é vital que a mão de obra seja valorizada.
Ademais, é importante destacar que condições de trabalho inadequadas afetam a saúde dos servidores. Nessa perspectiva, a revolta da Chibata reivindicava o fim dos maus-tratos contra os marinheiros, que eram submetidos a extensas horas de trabalho e a castigos físicos. Esse acontecimento reflete a sociedade, uma vez que os trabalhadores enfrentam pressões psicológicas, que ocasionam o adoecimento dos funcionários e, consequentemente, a improdutividade no setor econômico. Assim, é essencial que o ambiente de trabalho assegure qualidade de vida.
Portanto, é inequívoca a constatação de que a desigualdade social e o adoecimento dos trabalhadores afetam o crescimento da economia. Nesse sentido, afim de assegurar o crescimento econômico e os direitos trabalhistas, cabe ao Estado, por meio de uma lei, a qual deve ser elaborada com base em sugestões da sociedade civil organizada, reajustar o salário mínimo e fiscalizar a regulamentação das empresas. Dessa forma será possível erradicar precariedades trabalhistas.