Como garantir as liberdades individuais na sociedade contemporânea?
Enviada em 13/06/2020
Na obra “A República”, do filósofo grego Platão, é vislumbrado um sistema de governo ideal da pólis, no qual a sociedade seria justa e livre de conflitos e problemas. No entanto, na contemporaneidade, o que se observa é o oposto do que o filósofo prega, uma vez que as liberdades individuais ainda é algo a ser discutido. Esse cenário adverso é fruto tanto da intolerância quanto do extremismo político. Com isso, torna-se necessária a discussão acerca do assunto.
Precipuamente, é vital pontuar que a intolerância é o principal promotor do problema. Tendo isso em vista, segundo o anticolonialista Mahatma Gandhi, a raiva e a intolerância são inimigas gêmeas da compreensão correta, dessa maneira, é evidente que ela, em todos os seus campos, seja político, religioso, ideológico etc, deriva de uma falta de exercício mental de entender o oposto, e aceitar que ele é mais uma forma de pensar e crer dentre as inúmeras existentes. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura social perante o diferente.
Ademais, é imperativo frisar que o extremismo político é um agravante do problema. À luz da ideia, segundo o palestrante estadunidense Oliver W. Holmes, a mente de um fanático é como a pupila de um olho, quanto mais luz incide sobre ele, mais irá se contrair. Portanto, à exemplo disso, têm-se a clara divisão entre direita e esquerda nas eleições presidenciais de 2018, no Brasil, em que nada foi capaz de conciliar esses grupos políticos, no qual cada um tinha sua maneira de pensar e era intolerante ao outro. Dessa forma, isso retarda a resolução do empecilho, perpetuando esse quadro deletério.
Urgem, pois, medidas para resolver o problema exposto. Destarte, cabe a Mídia televisiva, por meio de programas de TV, e através de intelectuais, como sociólogos e filósofos, promover debates entre esses pensadores sobre diversos temas, que causem divisão e conflitos na sociedade, a fim de que evidencie, de forma racional, que intolerância não leva a nada e que a compreesão é a melhor saída. Com tais medidas, a sociedade gradativamente alcançará a utopia de Platão.