Como garantir as liberdades individuais na sociedade contemporânea?

Enviada em 03/09/2020

A Constituição Federal brasileira de 1988, assegura em seu artigo quinto que todos são iguais perante a lei, tendo como um de seus objetivos a liberdade dos indivíduos residentes no país. De modo análogo, hodiernamente, a liberdade individual sofre amarras na sociedade, por não ser bem aceita e democrática entre as pessoas. Nesse viés, há fatores que não podem ser negligenciados tais como: a cultura de superioridade ideológica de um grupo sobre outro e a falta de respeito entre as pessoas. Porém, decerto, é imprescindível que essa realidade mude, pelos riscos que traz tanto à integridade das pessoas quanto ao desenvolvimento da sociedade.

Em primeiro plano, é importante frisar o quanto a sociedade sofre pelo enraizado costume de grupos sociais que se acham superiores a outros. Nessa linha de raciocínio, é pertinente citar as ideias do filósofo John Locke, o qual afirmou na teoria da tábula rasa que a mente, inicialmente, é uma folha em branco e todo processo de conhecer é aprendido através da experiência. Com base nisso, a sociedade patriarcal se desenvolveu com a ideia de supremacia da expressão, de autoridade sobre os que tem um pensamento diferente. Dessa forma, esse costume gerou entre as pessoas uma tábula de experiência baseada em mandar na liberdade dos outros, sem haver o exercício da alteridade.

Outrossim, convém ressaltar a carência de respeito nas relações entre as pessoas no corpo social como um fator que agrava a falta de liberdade individual. Para compreender melhor essa ideia, é oportuno mencionar o que defende o educador Paulo freire, o qual assevera que “Ninguém é sujeito da autonomia de ninguém”. Interpreta - se, assim, que, na conjuntura atual, há muitos sujeitos que querem ser donos do outro, tendo no Brasil muitos exemplos como o discurso de ódio de eleitores de partidos opostos, divergências entre religiosos, discurso de ódio a comunidade LGBTQ - Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros. Nesse viés, se vê a importância de aplicar a ideia de Paulo Freire de respeitar a autonomia, a liberdade do outro na contemporaneidade.

Diante do exposto, é nítido a deficiência de liberdade entre as pessoas na sociedade brasileira, necessitando de medidas que mitiguem essa problemática. Para isso, ONGS em parceria com o Ministério da Cidadania realizem palestras mensais sobre a importância da desconstrução da cultura patriarcal de mandonismo sobre o outro, a fim de tornar democrática a liberdade entre as pessoas. Ademais, as mídias sociais, devem introduzir em suas pautas, vídeos educativos e panfletos que abordem o respeito as liberdades individuais por fim de ampliar a ideia de empatia ao outro, mostrando a toda sociedade a harmonia de respeitar ao próximo. Sendo assim, poder-se-á ter as liberdades individuais garantidas e preservadas.