Como garantir as liberdades individuais na sociedade contemporânea?
Enviada em 21/05/2021
“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de direitos sociais, a falta de liberdade individual funciona como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como um campo de visão frágil e um pensamento banal impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.
Em primeira análise, a carência conhecimentos sobre os direitos que todos devem possuir como membros de um coletivo mostra-se um fator dificultador da qualidade de vida. Conforme Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão das pessoas definem seu entendimento a respeito do mundo. Nesse sentido, essa fala do filósofo justifica a causa do problema: se as pessoas não possuem informações suficientes sobre os direitos que possuem em uma sociedade democrática, como a liberdade de expressão; o campo de visão será afetado, o que deve ser mudado para garantir que essa ferramenta de construção da identidade do ser alcance todos os integrantes. Com isso, sem uma indeppendência pessoal, os indivíduos estarão sujeitos ao controle e a ordem da soberania de quem possui essa autonomia, originando seres alienados e um corpo social oligárquico.
Em segunda análise, um raciocínio trivial sobre a continuidade da limitação apresenta-se como outro desafio para o país. Segundo Annah Arendt, na teoria da “banalidade do mal”, o ato preconceituoso passa a ser feito inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação, comparando com a limitação de ações que visem entregar liberdade de forma unânime à população, sendo considerado normal e comum que muitos não recebam seus direitos básicos: saúde, educação e liberdade. Nesse aspecto, esse “repouso” considerado costumeiro em que os cidadãos estão, acarreta uma sociedade desigual e segregadora onde só quem possui méritos - dinheiro e influência - comanda a totalidade. Por isso, combater essa falta de ação é primordial para uma harmonia de convivência.
Portanto, medidas são necessárias para aumentar as liberdades dos brasileiros. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação realizar palestras, ministradas por psicólogos, com o “slogan”: “o que é liberdade?”. Esse projeto pode ser feito por meio de um diálogo entre o público presente e o especialista sobre os direitos que a população possui, como a saúde, a educação e, principalmente, a liberdade, de modo que as pessoas sejam incentivadas a buscar aquilo que lhes pertence como membros da sociedade, resultando na plantação de sementes de ideias que germinarão em teorias de ativismo social e um corpo social mais informatizado. Dessa forma, a limpeza do grande oceano, a fé na humanidade e um campo de visão amplo e menos banal tornar-se-ão destinos certos.