Como garantir as liberdades individuais na sociedade contemporânea?

Enviada em 24/08/2021

Todo cidadão brasileiro tem liberdades civis protegidas pela lei, conforme reza a nossa Carta Magna, a Constituição, cuja finalidade é proteger o cidadão da possibilidade de alguma arbitrariedade autoritária do Estado ou algum cerceamento de liberdade ou retaliação pela sociedade. São elas: liberdade de expressão, liberdade de consciência e liberdade religiosa. Embora tenham diferenças entre si, guardam íntima relação e de fato se complementam. As liberdades individuais podem ser explicadas pela liberdade de se expressar livremente, sem medo de ser retaliado por outras pessoas ou pelos poderes constituídos; liberdade de pensar e ter posição sobre determinado assunto livremente, onde nenhuma arbitrariedade de nenhuma instância da sociedade possa coibi-la; e, enfim, a liberdade religiosa, derivada da anterior, que permite ao cidadão escolher sua religião, mudar de religião, ou mesmo não ter nenhuma religião sem ser perseguido ou ameaçado por suas escolhas.

Na sociedade contemporânea existe um risco ao se colocar as próprias ideias, opiniões, pois são tantas as situações chamadas de “cancelamento”, ou “hating”, que nunca se sabe o quê e quando vai ofender alguém. Assim, fica difícil preservar todas as liberdades individuais. A liberdade de expressão do pensamento fica totalmente cerceada, conseguindo-se, ainda, manter a liberdade religiosa. Percebe-se a crescente lista de coisas que podem ser consideradas ofensivas pela sociedade contemporânea, inviabilizando a manutenção das liberdades garantidas pela Lei.

É de grande relevância a praticidade no convívio social, onde as pessoas não se ofendem tanto por qualquer coisa a ponto de em alguns casos se levar à Justiça um simples comentário ou opinião. Não se pode generalizar, pois há, sim, casos em que se deva acionar a Justiça; no entanto, é necessário saber filtrar. A sociedade precisa otimizar os processos relacionais, amadurecer, se ocupar em crescer, não se demorando em melindres. Há tanto o que se fazer em prol do crescimento pessoal e social, que é desperdício de tempo e energia se demorar em coisas que só travam o desenvolvimento.

Um caminho para pacificar essa questão é o Estado abraçar essa causa, com campanhas sociais encabeçadas pelos Ministérios afins aos assuntos e às causas sociais. Tais campanhas podem ser veiculadas por todas as mídias disponíveis, para alcançar o maior número de pessoas, tornando efetivas as mudanças. Também é interessante o engajamento da sociedade, como agente multiplicador,  colaborando para garantir o direito às liberdades individuais. Um trabalho sério, bem elaborado e bem aplicado de conscientização a curto, médio e longo prazos pode mudar toda uma geração, trazendo benefícios relacionais e, consequentemente, sociais, lançando esperança sobre o futuro de toda uma nação.