Como garantir as liberdades individuais na sociedade contemporânea?
Enviada em 27/08/2021
O cidadão adquiriu o direito de criticar situações e se posicionar em prol do seu ponto de vista. Porém, por vezes, ocorre o desrespeito às opiniões alheias.
No Brasil, é notória a constante divergência nos ideais e cultura de cada pessoa. Dessa forma, ocorre o desacato às leis e a repreensão da autonomia do cidadão de expor a sua forma de pensar, sendo esta recebida por direito.
Este preconceito permanece constante por meio da banalização de infrações que decorrem da ineficiência dos poderes administrativos ao não coibir essas circunstâncias. Portanto, é imprescindível a melhoria da educação para promover o desenvolvimento cognitivo que refletirá na desconstrução desse flagelo social. Além disso, é necessária a atuação eficiente de órgãos públicos na implementação, principalmente, nos centros educacionais, de palestras para expor a importância da compreensão de opiniões diferentes, uma vez que o país é miscigenado.
A liberdade de expressão e pensamento como um direito natural do homem foi consagrada pelo iluminismo, movimento ocorrido em toda Europa, no século XVIII. Hoje, passados quase dois séculos, o tema volta a ser abordado em debates com o massacre ao jornal francês Charlie Hebdo e com demais casos de violência, tanto com profissionais de imprensa como pessoas que se manifestam por algum meio em favor de sua opinião em relação a determinado tema. Remetendo ao raciocínio ao contexto atual brasileiro, em sua situação política, nota-se uma sociedade dividida entre visões diferentes, onde em alguns casos vê-se indivíduos usando da agressão moral ou física para defenderem seus ideais, afetando inclusive defensores de direitos humanos e a quem exerce atividades de liberdade de expressão. O sistema privado de comunicação, dentro do qual estão inseridos a imprensa e a atividade jornalística, com um aumento de cerca de 15% da violação à liberdade de expressão.
Em virtude dos fatos, é imprescindível que todos se conscientizem de que os limites podem contribuir para que a liberdade seja mais plena. Impedindo a disseminação de ódio, ameaças e preconceito, com fiscalizações rígidas. Assegurando o respeito e proteção de cada indivíduo, junto ao progresso intelectual e social da sociedade, fomentando o diálogo na democracia.