Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada

Enviada em 31/10/2019

tema: Investimentos na primeira infância para a construção ética dos futuros cidadãos brasileiros

“Que saudades que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida..”. Os versos do poeta Casimiro de Abreu expressam a infância como fase de beleza, alegria e descobertas. Contudo, para parte de alguns infantes brasileiros tornou-se uma fase cruel devido não ter um ensino de qualidade e seus direitos básicos garantidos, por isso a importância dos investimentos na primeira infância são de relevância. Sob essa ótica, o sistema de educação limitado bem como a negligência parental subtraem os direitos desse grupo afetado. Assim, torna-se fundamental discutir os delicados impasses frente à problemática em questão.

Em primeira análise, cabe pontuar as limitações existentes no que tange a um ensino de qualidade para os infantes a partir de 0 a 6 anos de idade. Isso porque o sucateamento das escolas públicas inviabiliza a efetivação do desenvolvimento da primeira infância, já que é necessários professores melhor capacitados e uma infraestrutura qualitativa para que o processo de aprendizagem seja satisfatório. Assim, segundo o exímio educador Paulo Freire - no livro “Pedagogia do Oprimido”- a educação libertária é aquela que colabora para o desenvolvimento do indivíduo no meio social. Dessa forma, o investimento na primeira infância torna-se contribuinte para a formação de agentes críticos e ativos na modificação do meio em que vivem.

Outro ponto relevante a ser analisado é a necessidade da ação da família na contribuição de educação dos filhos. Tal aspecto, torna-se primordial devido o núcleo familiar, por meio de afetos e estímulos, agirem como construtores dessa primeira infância, já que os responsáveis pela criança tem o dever de zelar pela garantia de seus direitos devido a ocorrência da vulnerabilidade socioeconômica e institucional ser um entrave para a formação intelectual dos pequenos cidadãos. Esse fato pode ser confirmado pela afirmação do ministro Dias Toffoli, em que há 6 milhões de crianças na faixa etária da primeira infância em situação vulnerável. Com isso, a educação qualitativa e funcional contribui para a dignificação da vida de diferentes grupos.

Fica claro, portanto, que é imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Ministério da Educação, implementar um Plano Nacional, mediante a Secretarias Estaduais, a promoção da capacitação de professores, além de investimentos nas escolas para melhor infraestrutura e aparatos tecnológicos concernentes a educação infantil. Essas medidas têm a finalidade de construir uma educação de qualidade e no futuro as crianças  sejam cidadãos  melhor capacitados.