Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada

Enviada em 25/03/2020

Na obra “Crítica e Crise”, o sociólogo Reinhart Koselleck evidencia a crise dos mais diversos sistemas de saúde com base nas relações entre estrutura de ensino e o impacto da estratificação social sobre as oportunidades. Nesse contexto, a educação em saúde e o assistencialismo precisam ser discutidos a fim de tentar garantir a quarta meta do milênio estabelecida pela ONU: reduzir a mortalidade infantil.

A princípio, a obra faz alusão a John Dewey, filósofo precursor do pragmatismo na educação, que defende a validade e o desempenho social determinados pelo êxito prático. Desse modo, entende-se a importância de promover saúde à população por meio da disseminação do conhecimento aplicado ao dia a dia; ou seja, é importante que as famílias aprendam como cuidar da saúde das crianças, como por exemplo, no preparo de uma alimentação saudável e na escolha de atividades lúdicas.

Outrossim, sob a perspectiva do sociólogo Pierre Bourdieu, o acesso à saúde é uma legítima representação que evidencia as desigualdades existentes entre classes sociais. Isso significa que, apesar de a saúde ser um direito inalienável garantido pela Constituição brasileira de 1988, fatores socioeconômicos dificultam o acesso da população. Por esse motivo, segundo o último Censo do IBGE, aproximadamente um terço da população que vive nas periferias dos grandes centros urbanos não possuem sequer um sistema de escoamento sanitário nas residências, o que pode aumentar os índices de mortalidade infantil.

Portanto, é necessário que o governo promova a integração de postos de saúde às escolas, por meio de uma gestão participativa entre essas instituições, a fim de que profissionais de saúde possam orientar os pais sobre os cuidados com a saúde das crianças. Ademais, o Estado, mediante parcerias público-privadas com empresas da Construção Civil, precisa aumentar o número de residências com sistema de esgoto, objetivando a melhoria das condições sanitárias. Assim, pode-se aumentar as chances de garantir a quarta meta do milênio e atenuar a crise citada por Koselleck.