Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada

Enviada em 15/04/2020

O Ministério da Saúde foi instituído em 1953, no governo populista de Getúlio Vagas. A efetivação desse órgão contribuiu para uma melhor manutenção da saúde pública do Brasil. Em verdade, nas décadas posteriores foram elaboradas as primeiras iniciativas para a diminuição dos índices de mortalidade infantil no País. Contudo, hodiernamente, mesmo que haja avanços significativos na redução destes, ainda há impasses que impendem a garantia da 4a meta do milênio, devido, sobretudo à desigualdade regional brasileira e à ausência de acompanhamento médico adequado.

Nessa perspectiva, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a mortalidade infantil no Brasil decai de forma desigual, uma vez que as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul possuem baixos índices de mortalidade infantil, em contrapartida com as regiões Norte e Nordeste, que possuem altos índices. Nesse tocante, é notório que as regiões menos desenvolvidas do País possuem taxa de morte infantil elevada por serem os territórios que predominam a fome, a desnutrição, a escassez de saneamento ambiental e os poucos investimentos na rede de saúde pública, fatores que contribuem significamente para esse entrave. Sob esse viés, depreende-se que políticas públicas mais igualitárias entre os complexos regionais brasileiros fazem-se necessárias para reverter a situação.

Outrossim, a ausência de acompanhamento médico adequado é uma condição que colabora com o aumento da mortalidade infantil no Brasil, visto que o acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento das crianças desde a gravidez tem mostrado queda nos níveis de mortes no município de Jundiaí, em São Paulo. De fato, a puericultura é uma especialidade médica contida na Pediatria que leva em conta a criança, sua família e o entorno desde o período da gestação até a puberdade. Apesar dessa política pública ser proposta pelo Ministério da Saúde, ela não é aplicada, em grande parte, pelos profissionais da área, já que eles não são instruídos devidamente para esse tipo de acompanhamento. Diante disso, pode-se inferir ser imprescindível que os médicos sejam capacitados para decrescer as taxas de mortalidade infantil no País.

Dessarte, urge que a população, com o incentivo de Organizações Não Governamentais (ONG’s) voltadas às crianças, instigue o Ministério do Desenvolvimento Regional a proporcionar subsídios para a alimentação, saneamento ambiental, além de maiores investimentos em saúde nas regiões Norte e Nordeste, por meio de protestos nos espaços públicos, a fim de proporcionar igualdade entre os complexos regionais e diminuir a mortalidade infantil. Ademais, o Conselho de Medicina deve capacitar os profissionais da saúde, por meio de cursos complementares sobre a puericultura na grade curricular, com o fito de proporcionar um acompanhamento médico adequado e mitigar a taxa de morte infantil.