Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada

Enviada em 16/04/2020

Como foi constatado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), a mortalidade infantil se manteve em queda por uma década(1998-2010) passando de 33,5 para 22 crianças mortas por mil nascidas vivas, dados que confirmariam a conquista da quarta meta do milênio se não fosse noticiado em 2016 pelo próprio Ministério da Saúde que houve um crescimento no número de mortes, que voltaram a diminuir apenas em 2017.

Logo, é importante ressaltar os motivos para o aumento; entre eles o principal foi o corte dos investimentos nas áreas sociais e públicas do país, que ocorreram durante o governo de Michel Temer e precarizaram a situação das gestantes. Um exemplo de erro de administraçaõ que prejudicou as grávidas foi a redução de verbas destinadas ao Rede Cegonha, que tinha papel fundamental cuidando não só da saúde da criança mas também da mãe, auxiliando no período da gestação ao pós-parto.

Além do fator saúde, a condição de pobreza é um aspecto que afeta incisivamente na taxa de mortalidade infantil, já que o local com maior incidência de casos é o estado do Amapá, que segundo o IBGE registrou em 2017 o valor de 23 crianças mortas por 1000 nascidas vivas e que no mesmo ano contou com 45,9% de sua população considerada pobre pela linha da pobreza, estatística essa preocupante na economia da região.

Dessa forma, o Superministério da Economia deve, por meio da volta de investimentos na área da saúde, principalmente em locais de pobreza, revalorizar estratégias como a Rede Cegonha; melhorar a infraestrutura de hospitais, de maneira que contratem mais profissionais especializados em gestantes, que também instruirão sobre a valia do planejamento familiar, com a finalidade de manter o número de mortes infantis em declínio e conquistar a quarta meta do milênio.