Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada
Enviada em 26/04/2020
Embora a Constituição brasileira de 1989 assegure o respeito a dignidade humana, sabe-se que ,na realidade brasileira, o direito não é promovido para todos os cidadãos , principalmente no que tange a isenção da mortalidade infantil. Isso se deve , sobretudo, ao aumento da desigualdade social e à negligência governamental perante esse cenário catastrófico. Em face disso , destaca-se a necessidade de se combater essa transgressão, por meio de medidas sociais e estatais intervencionistas contra tal situação.
Primordialmente , é de suma importância evidenciar que as cidades brasileiras foram construídas sob um viés elitista e segregacionistas , de modo que as regiões de Índice de Desenvolvimento Social e Econômico baixo são privadas ao acesso universal da saúde qualificada. Essa conjuntura , ainda é pertinente hodiernamente , visto que os casos de mortalidade infantil são preponderantes em subúrbios , nos quais a saúde pública é escasso .Nessa perspectiva, a segregação social , vista como uma característica da sociedade brasileira, pelo autor Sérgio Buarque, faz-se presente nos dias atuais , por gerar o aumento significativo da mortalidade infantil. Desse modo , é fundamental que a população reivindique ,massivamente, seus direitos básicos.
Outrossim , é imprescindível salientar que o Governo tem uma administração nociva, uma vez que gera diversos benefícios para os elitistas e precariza as necessidades básicas dos demais. Segundo Karl Marx, na obra ‘‘O Capital’’ , o Estado é um comitê que gera os negócios comuns da burguesia , propiciando o proletariado a discrepância. Nesse contexto, percebe-se que o governo brasileiro é cúmplice desses valores , tornando os pobres vítimas da massiva mortalidade infantil . De acordo com o ‘‘Jornal da USP’’, os bairros periféricos de São Paulo são os mais lesados da quarta meta do milênio , visto que apresentam ineficácia de médicos e equipamentos hospitalares .Dessa forma , é notável que o Poder Público aplique mais verbas nessa conjuntura.
Portanto, são necessárias medidas que visem mitigar esse cenário hodierno. Para tanto , urge que o Ministério da Saúde invista mais recursos financeiros na construção de hospitais bem equipados , nas áreas carentes , por meio de parcerias privadas e governamentais , nas quais serão divididas igualmente as despesas, a fim de abrandar essa desigualdade . Ademais, é imperativo que as pessoas organizem movimentos civilizatórios , a fim conquistar o acesso à seus direitos básicos . Somente assim , será reduzida a mortalidade infantil.