Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada
Enviada em 28/04/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho”. Os famosos versos do poeta Carlos Drummond de Andrade ilustra de forma metafórica os empecilhos que impedem estabelecer uma nação harmônica e desenvolvida. Análogo a essa premissa, é evidente que a dificuldade de reduzir a mortalidade infantil representa um entrave para o progresso da sociedade brasileira, seja pela negligência do poder público, seja pelos altos índices de pobreza. Nesse viés, faz-se necessária a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar esse impasse.
Mormente, é válido ressaltar que o desmazelo do Governo Federal contribui para a persistência do infortúnio. Nessas perspectivas, conforme o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Entretanto, esse fato não ocorre no contexto nacional, haja vista a falta de investimentos financeiros na expansão de unidades especializadas no pré-natal de gestantes, bem como a ausência de assistência hospitalar durante toda a infância. Desse modo, como resultado dessa deficiência administrativa, no ano de 2016, ocorreu um aumento de 5% na mortalidade infantil, segundo dados do Ministério da Saúde.
Outrossim, também dão subterfúgios ao quadro vigente a vulnerabilidade econômica dos indivíduos. Nesse âmbito, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,a extrema pobreza já atingiu 13,5 milhões de pessoas no ano de 2015, concentrada, principalmente, nas regiões Norte e Nordeste. Dessa forma, embora a existência do Bolsa Família, o distanciamento da população baixa renda da saúde ainda é presente na realidade brasileira, haja vista os precários investimentos e a falta de aperfeiçoamento dos programas sociais. Nesse sentido, é inadmissível que em um País preconizador da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Estado não garanta a melhoria de vida dos cidadãos.
Portanto, é imprescindível a adoção de medidas atenuantes ao entrave abordado. Sendo assim, concerne ao Governo Federal, em parceria com Organizações não Governamentais, expandir o acesso à saúde no Brasil, por meio da criação de clínicas neonatal em regiões carentes, como também a elaboração de projetos que levem as populações carentes o acompanhamento médico, com o intuito de minimizar os índices de mortalidade infantil. Além disso, cabe ao Ministério da Cidadania, elaborar projetos que garantam a qualidade de vida de gestantes, por intermédio de investimentos financeiros em programas sociais, que concedam um aumento na renda dessas famílias, com o objetivo de proporcionar uma gestação saudável. Apenas assim, retirando-se as pedras do meio do caminho, pode-se garantir o desenvolvimento da sociedade brasileira.