Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada
Enviada em 30/05/2020
Consoante o Estatuto da Criança e do Adolescentes (ECA), os infantes possuem o direito fundamental à vida. Todavia, percebe-se tal direito não é assegurado no Brasil hodierno, haja vista que a mortalidade infantil, um problema que a Organização das Nações Unidas (ONU) visa combater, ainda persiste. Isso se deve, mormente, à ineficiência do Poder Público e ao descaso de parcela do corpo social. Logo, são necessárias ações por parte do Ministério da Saúde e da Mídia, visando ao enfrentamento dessa situação.
Nesse contexto, segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve garantir o equilíbrio da sociedade. Isso posto, evidencia-se que, ao não investir em políticas públicas como saneamento básico em periferias e como acompanhamento médico durante a gravidez e no pós-parto, o Governo desconstrói essa harmonia social. Tal fato é corroborado por dados do IBGE em que as regiões brasileiras, como o Nordeste e o Norte, com menor porcentagem de acesso à serviços de água e de esgoto possuem uma maior taxa de mortalidade infantil. Logo, é fundamental medidas o do Poder Público na ampliação das redes de esgoto e no combate à mortalidade infantil.
Ademais, é indubitável que a negligência de parcela da sociedade colabora para o agravamento dessa problemática. Por esse viés, conforme o filósofo Aldous Vázquez o aumento da frequência de um problema social ocasionará sua naturalização. Nesse sentido, evidencia-se que devido a falta de conscientização social e de mobilização no enfrentamento desse problema, parte da população do País acaba por banalizar e normalizar a persistência desse imbróglio e ignorando seus impactos negativos, como a redução de mercado consumidor e de futura geração de trabalhadores, no desenvolvimento socioeconômico do Brasil.
Portanto, é de fulcral relevância a redução a mortalidade infantil. Desse modo, assiste ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Família, aumentar a rede saneamento básico e assistência médica durante a gravidez, por meio da implementação de serviços de água e de esgoto em regiões periféricas e por meio da ampliação de programas de pré-natal em hospitais e clínicas públicas, a fim de reduzir a mortalidade infantil nas regiões periféricas do Brasil. Também, cabe à Mídia, em conjunto com ONGs de assistência social, mobilizar o corpo social no combate à esse impasse, por via de campanhas de conscientização nas redes socais e na televisão com uso de especialistas nessa temática, com o fito de desconstruir a banalização desse problema entre a população do País. Assim, será possível a meta estabelecida pela ONU e assegurar o cumprimento do ECA.