Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada

Enviada em 08/08/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual a esfera social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Todavia, fora da ficção, sabe-se que, no Brasil, esse cenário utópico não condiz com a realidade do País, haja vista que, em virtude da grave situação de desigualdade social e, consequentemente, da falta de saneamento básico, a mortalidade infantil é uma problemática a ser solucionada no território brasileiro.

A priori, de acordo com sociólogo Karl Marx, a história da sociedade é baseada na luta de classes sociais. Nesse contexto, vê-se que na antiguidade havia uma hierarquização social entre os indivíduos, por exemplo no período colonial, no qual os escravos eram humilhados e tratados como mercadorias pelos europeus. Dessa forma, embora a escravidão tenha sido abolida, os resquícios desse sistema de desigualdade ainda persistem no Brasil hodierno, uma vez que é notória a existência de inúmeras comunidades periféricas com a presença de moradias irregulares. Nessa lógica, tal situação é uma representação da teoria defendida por Marx.

Consequentemente, sabe-se que durante a Revolução Industrial, devido à falta de estrutura residencial e de políticas sanitárias em Londres, foi ocasionado um surto de cólera. Nesse sentido, de forma análoga a esse fato histórico, a falta de infraestrutura das áreas marginalizadas colabora para a precariedade do sistema de saneamento básico, desse modo, tais ambientes são submetidos ao surgimento de doenças. Sob esse prisma, a mortalidade infantil é agravada, visto que um bebê que está sujeito a essa problemática, por ainda ser muito vulnerável, pode não resistir aos problemas oriundos dessa precarização. Nesse espectro, nota-se que a construção de uma sociedade desigual e, por conseguinte, marginalizada contribui à baixa expectativa de vida dos recém- nascidos no Brasil.

Portanto, é imprescindível a necessidade de mudar essa realidade brasileira. Sob essa perspectiva, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, devem, por meio da criação de um projeto socioambiental que vise a implementação de políticas sanitárias, formar uma equipe de coleta de resíduos poluentes e de lixos orgânicos, a fim de reduzir a precariedade do saneamento básico nas comunidades periféricas. Nessa conjuntura, tal medida possui como finalidade garantir a redução das doenças e, como consequência, minimizar o índice de mortalidade infantil no Brasil. Assim, esse cenário colabora à progressão social, o que possibilita reduzir a discrepância entre a realidade do País e a obra “Utopia “.