Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada

Enviada em 04/09/2020

A Constituição de 1988 tange que todo cidadão brasileiro tem direito à saúde e à igualdade. Entretanto, tendo em vista a questão da necessidade de reduzir a mortalidade infantil, algo que é dificultada pela negligência governamental e pela desigualdade social, logo é visível que a lei está sendo descumprida. Destarte, convém que sejam analisados os pilares que sustentam essa problemática a fim de que seja possível combatê-la.

Vale ressaltar, a princípio, que a negligência governamental é um fator para a existência da alta taxa de mortalidade infantil. Prova disso, segundo dados do IBGE, mais de 70% das mortes de bebês e crianças, ocorrem por conta de falta de investimentos, tais como a ausência de medicamentos em hospitais públicos e conscientização em camadas mais baixas da sociedade, por meio de palestras, acerca da necessidade de vacinar. Dessa forma, como consequência disso, muitos pais acabam não se interessando nos cuidados aos seus filhos, o que se vê, por exemplo, a partir de desinteresse em vacinas e acompanhamento médico: algo que pode afetar diretamente na vida dessas crianças e recém-nascidos, devido às doenças como sarampo, a qual tem grande taxa de mortalidade.

Outrossim, a desigualdade social é outro agravante a ser combatido para a redução desse problema. Para Platão, um bom governo deve garantir acesso à saúde para sua população. Partindo do pensamento do filósofo, é visível que o governo brasileiro não seria considerado bom aos olhos de Platão, já que a mortalidade infantil ocorre, principalmente, entre os cidadãos mais pobres da sociedade. A exemplo do que foi exposto, o Ministério da Saúde relatou que de dez filhos de pessoas de classe social baixa, três sofrem por falta de medicamentos. Dessa forma, crianças que encontram-se em situação de pobreza terão alta chance de morrer logo na infância, algo ruim e desumano, já que poderia ser evitado por ações governamentais que melhorassem o acesso à saúde, como mais investimentos direcionados aos postos de saúde públicos.

Portanto, medidas são necessárias para combater essa problemática. Cabe ao Ministério da Educação, por meio de uma maior verba do Governo, a atitude de levar palestras para ambientes escolares e virtuais, as quais terão um ótimo alcance aos pais de todas as camadas sociais e irão diminuir a taxa de mortalidade infantil, a partir de medidas que vão conscientizar a população acerca da importância de vacinas e acompanhamento médico na infância. Somado a isso, o Ministério da Saúde, com parceria com governantes,  deverá fornecer mais medicamentos para hospitais públicos, haja vista que a escassez é algo a ser resolvido e essa mudança irá ajudar às camadas mais baixas à lutar contra a mortalidade infantil.