Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada
Enviada em 04/08/2020
No ano de 2000, a ONU criou um quadro de metas a ser alcançado pelos países para melhorar a qualidade de vida da população, dentre esses objetivos, destaca-se o de número quatro que visa diminuir a mortalidade infantil, sob essa óptica, levanta-se discussões sobre como alcançar esse propósito no Brasil. Nesse sentido, a desigualdade e a ineficiência do sistema de saúde pública são questões a se superar para alcançar a quarta meta do milênio.
É importante, a princípio, compreender como as divergências sociais afeta a mortalidade infantil. De acordo com o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o Brasil é um país segregacionista e, portanto, as desigualdades são evidentes. Nesse âmbito, verifica-se as diferenças de acesso a saúde no contexto brasileiro, em que, bairros periféricos e cidades rurais carecem de centros de atendimento médico, o que dificulta a diminuição da mortalidade infantil, já que, por falta de assistência, uma grande parte das crianças dessas regiões não recebem vacinas e remédios, deixando-as mais suscetíveis a doenças. Desse modo, a democratização do acesso a saúde é essencial para que o Brasil possa alcançar a quarta meta do milênio.
Em segundo plano, cabe retratar a ineficiência do sistema de saúde pública do Brasil. Na história brasileira, observa-se que os investimentos em saúde foram escassos, deixando essa área subvalorizada, como ocorreu no governo de Juscelino Kubtcheck , em que o plano de metas para o rápido desenvolvimento do país não englobava aplicações na área de saúde. Esse cenário, perdura até o contexto moderno, fazendo com que diversos hospitais públicos tenham problemas de falta de material e de escassez de profissionais, como ilustra o site do G1 que mostra que cerca de 60% dos hospitais públicos têm problemas de superlotação e de insuficiência de utensílios, essa realidade, corrobora o aumenta de taxa de mortalidade infantil, pois, o sistema de saúde é incapaz de atender adequadamente a todas as crianças. Dessa forma, o investimento nessa área é essencial para efetização da quarta meta do milênio.
em virtude dos fatos mencionados,é notória a importância de aprimorar o atendimento médico no Brasil. À vista disso, o Governo deve minimizar as desigualdades de acesso à saúde, por meio de investimentos nessa área, por exemplo a construção de unidades de pronto atendimento em áreas carentes desse serviço e, também, aumentar a verba destinada ao sistema de saúde, com o fito de democratizar o acesso a assistência médica e aprimorar o atendimento nos hospitais para, então, minimizar a mortalidade infantil e alcançar a quarta meta do milênio.