Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada

Enviada em 23/09/2020

Capitães da Areia, clássica obra do conspícuo autor brasileiro Jorge Amado, ilustra a realidade da sociedade baiana, salientando o meio de vida precário e miserável da população humilde da região. Crianças que passam fome, vivem nas ruas sem amparo e furtam constantemente para sobreviver, são cedo condenados à morte por condições insatisfatórias de sobrevivência. Esse cenário, apesar de ter sido reduzido com o tempo, ainda se faz efetivo no Brasil, fator primordial e elucidativo para o ferrenho índice elevado de mortalidade infantil no país. Visto isso, pilares como: desigualdade social, diminuto arrimo medicinal e exclusão social são empecilhos causadores de tal asserção, requerendo urgentemente intervenções governamentais em prol do desenvolvimento da nação.

Em primeiro lugar, deve-se constatar o conjunto de fatores que estão estritamente correlacionadas ao índice de mortalidade infantil. Através de tal aparato registrador, é possível ter uma percepção de como move-se a economia, educação e qualidade de vida social, o que é preocupante se o índice for elevado, pois, expressa a inaptidão do Governo em ofertar condições dignas de supervivência, previstas por lei na Constituição Federal Brasileira de 1988 -documento de maior poderio jurídico-. A ausência de políticas públicas adequadas no que tange à educação e saúde é alarmante, seguindo o pressuposto de que a falta de acompanhamento de gestantes e a pobreza extrema, fomentada pelo desemprego por desqualificação, são precípuos pretextos para a reprodução do contexto supracitado.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, -IBGE-, os estados brasileiros que denotam os maiores índices de mortalidade infantil são das regiões Norte e Sudeste, enquanto as menores taxas estão concentradas nas regiões sul do país. O pretexto desse desfecho está justamente na colossal desigualdade social, pois, ao invés de fortalecer medidas de combate à desigualdade em regiões menos favorecidas, elas são excluídas, continuando a padecer pela falta de recursos, acumulando entraves gravíssimos que inviabilizam o desenvolvimento do território.

Infere-se, portanto, que a adoção de medidas paliativas devem ser concretizadas para a resolução de tal imbróglio. O Estado, por meio de verbas governamentais, deve agir abastecendo postos públicos de saúde com suprimentos e profissionais especializados para o acompanhamento de gestantes, de acordo com o contingente populacional, priorizando regiões com reduzida oferta de cuidados, promovendo maior equidade assistencial entre os estados. Ademais, campanhas e medidas sanitárias devem tornar-se costumárias, com o fito de aniquilar doenças que podem vir a prejudicar a saúde gestacional. Com isso, é possível idealizar um futuro onde o direito à vida seja oferecido de forma conveniente, caminhando para a concretização de um dos grandes objetivos do milênio.