Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada
Enviada em 28/12/2020
Na era contemporânea, a mortalidade infantil é um indicador de pobreza. Isso significa, sob a ótica da teoria Reformista, que as mazelas sociais são decorrentes do subdesenvolvimento. Nesse sentido, a mortalidade infantil é vista principalmente em países pobres, onde predominam a exclusão social e a diferença entre classes, que acentuam os fatores determinantes da mortalidade infantil, como a subnutrição e a falta de acesso aos serviços de saúde pela população carente. Sendo assim, é importante combater a mortalidade infantil porque isso revela uma melhora nos índices de pobreza e de desenvolvimento humano, bem como reduz as desigualdades sociais. Entretanto, é necessária uma maior cooperação dos países globais para alcançar a redução dessa taxa.
Nesse contexto, uma forma eficiente de garantir a redução da taxa de mortalidade infantil é acabar com a fome e com a desnutrição que, segundo dados da Unicef, afetam quase um milhão de crianças africanas, por exemplo. Dessa forma, a superação desse fator é fundamental, pois a desnutrição é responsável pelo desenvolvimento de doenças que, em recém nascidos, podem ser fatais, como a anemia e o raquitismo. Porém, a fome no mundo remete a um problema que diz respeito ao encarecimento do preço dos alimentos, impossibilitando a compra e o consumo adequado pela população carente. Assim, urge a necessidade de reavaliar essa conjuntura.
Além disso, a mortalidade infantil configura-se como um grave problema de saúde pública mundial, pois existe uma elevada relação das causas perinatais com a prematuridade e a mortalidade de recém-nascidos, o que evidencia a importância dos cuidados durante e após a gestação. Desse modo, no Brasil, a falta de atendimento básico às gestantes se dá, sobretudo, pela carencia de profissionais aptos a realizar o pré-natal, bem como pelas péssimas condições de infraestrutura em que se encontram os hospitais do SUS, que carecem de equipamentos para a realização de exames clínicos essenciais, como o ultrassom e o eletrocardiograma.
Portanto, com objetivo de garantir a redução da taxa de mortalidade no mundo, os Governos devem acabar com a fome e com a subnutrição, por meio da redução do preço de alimentos essenciais e da distribuição desses alimentos para as áreas periféricas e carentes, como alguns países da África. Outrossim, é necessário que o Estado amplie as políticas de saúde da mulher, por intermédio da criação de programas especializados em atender às necessidades das gestantes, e que ofereçam assistência integral clinico-ginecológica e educativa. Ainda sob atuação do Estado, é preciso que haja a disponibilização de recursos financeiros para a aquisição de equipamentos médicos e para a melhoria de estrutura dos hospitais da mulher.