Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada

Enviada em 19/12/2020

A Constituição Federal de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à saúde, à educação, à moradia e à cultura. Nesse sentido, foi criado o Estatuto da criança e do Adolescente (ECA) que visa à proteção integral do público infantojuvenil, além de reconhecer a condição deles como seres em formação. No entanto, no século XXI, esses direitos não são assegurados visto que ainda há uma grande taxa de mortalidade infantil, por causa de doenças que acometem as crianças e devido à grande desigualdade social presente na sociedade. Portanto, medidas devem ser tomadas pelo governo para garantir a quarta meta do milênio - reduzir a mortalidade infantil-.

Nesse contexto, algumas doenças adquiridas por crianças possuem vacinas que quando tomadas causam uma resposta imunológica no organismo, fazendo com que elas desenvolvam anticorpos e não consigam contaminar-se. Entretanto, hodiernamente, há um movimento contra as vacinas que divulga notícias falsas sobre os efeitos delas, e por causa disso muitos pais deixam de vacinar os filhos. Nesse interim, Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o movimento anti-vacina é uma das maiores ameaças a população visto que doenças erradicadas, como poliomelite, sarampo e difteria podem ressurgir e como efeito direto desse fato aumenta-se a morte das crinaças. Diante disso, necessita-se de intervenções para conter esse movimento.

Ademais, no Brasil, a taxa de mortalidade infantil está intrinsecamente interligado com a desigualdade social, uma vez que indivíduos com menos condições socioeconômicas não possuem o ampo acesso aos meios de saúde e prevenção de doenças. Exemplo disso é o  Acre que tem um dos dez maiores índices de mortalidade infantil do país, segundo a Tábua de Mortalidade, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tal fato torna-se verdadeiro quando analisa-se que no Acre alguns cidadãos não possuem acesso à água potavel e as unidades de saúde ficam distantes de algumas áreas, sendo inviável a vacinação das crianças, o acompanhamento da gravidez e o tratamento de doenças. Sendo assim, é necessário reverter esse quadro de desigualdade social para diminuir a mortalidade infantil.

Portanto, ações são necessárias para dimunuir a taxa de mortalidade infatil. Desse modo, cabe ao Governo Federal investir em políticas públicas de vacinação e combate as notícias falsas sobre as vacinas, por meio de verbas destinadas aos Estados para a compra dessas e para as campanhas de vacinação, com objetivo de continuar evitando doenças já erradicadas e de reduzir a morte de crianças. Além disso, cabe ao Governo destinar verbas para contratação de profissionais da saúde e ampliar o programa Mais Médicos para atender as populações afastadas das unidades de saúde.