Como garantir que a 4a meta do milênio = reduzir a mortalidade infantil seja alcançada
Enviada em 15/10/2024
“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados’’. A declaração realizada pelo escritor e filósofo inglês Aldous Huxley, ao ser analisada sob a atual condição do país, permite a reflexão sobre como a taxa de mortalidade infantil é posposta no tecido social brasileiro, pois afeta a vida de muitas pessoas. Nesse sentido, fatores como o minguo acesso ao saneamento básico no Brasil em consonância com a falta de assistência médica a gestantes e aos recém-nascidos não podem ser desprezados, visto que esses são os principais elementos relacionados à problemática.
É lícito postular, primeiramente, que a Constituição promulgada em 1988, ampliou os limites tradicionais da democracia brasileira ao estender o direito à saúde para toda a população. Todavia, é importante salientar que tal prerrogativa não é totalmente garantida, tendo em vista que segundo dados da Organização Mundial da Saúde, OMS, 88% das mortes por diarreias no mundo são causadas pela falta de saneamento básico, sendo que 84% das vítimas são crianças. Portanto, é inadmissível que, em um país onde se paga uma das maiores taxas de tributos do mundo, o Estado não garanta políticas públicas capazes de corrigir ou reduzir essa situação.
Somado a isso, vale ressaltar que a falta de assistência médica a gestantes e aos recém-nascidos é outro elemento que intensifica a taxa de mortalidade infantil. De acordo com um relatório da OMS, em 2016, 7 mil crianças morreram ainda sendo neonatos, ou seja, antes de completar 28 dias de nascidas. Isso nos mostra que a população brasileira está diante de uma situação extremamente delicada e é por essa razão que ações precisam ser tomadas, para que todos possam viver com mais harmonia e com todos os seus direitos garantidos.
Portanto, é inadmissível que soluções sejam impostas a fim de mitigar essa taxa. Logo, o Ministério do Meio Ambiente, responsável pela qualidade hídrica, deve tornar a água limpa acessível à toda população, por meio da criação de estações de saneamento básico. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde, como administrador da saúde brasileira, capacitar os profissionais da saúde, através de cursos oferecidos gratuitamente. Assim será possível melhorar a realidade.