Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 01/09/2019

No ano de 1945, mais especificamente no dia 6 de agosto, o mundo acompanhou a bomba atômica em ação, na cidade de Hiroshima. Desde então, qualquer sinal de tensão entre potências já serve para deixar a população preocupada. Pouco tempo atrás, uma guerra atômica parecia mais próxima, com as tensões políticas entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte. Felizmente, as duas nações entraram em acordo. Contudo, o evento serviu para despertar a população para esse perigo iminente.

Conforme o mundo já testemunhou, a tecnologia da fissão nuclear pode ceifar vidas, destruir cidades inteiras e, com isso, o planeta também aos poucos é destruído. Alguns acidentes nucleares como o episódio em Chernobyl, mostram como a radioatividade pode permanecer extremamente ativa mesmo quarenta anos depois, impedindo o desenvolvimento de vida naquela área. No Brasil, o acidente com o césio-137 mostrou quão perigoso pode ser uma pequena quantidade de material radioativo. Esses eventos ajudaram a despertar um certo “medo atômico” nas pessoas. No caso das bombas atômicas, as mesmas não possuem outra serventia senão barganha. Nenhuma população de qualquer país toma proveito dessa tecnologia. Também é improvável que algum país a utilize, por causa da pressão mundial. Isso parece significar que os países deveriam se livrar das armas nucleares. Entretanto, seria estúpido sugerir que os países simplesmente jogassem fora as armas.

Atualmente, existem 8 países que possuem pelo menos uma bomba atômica declarada. Quase todas foram produzidas durante a guerra fria. Se um país produz, outro produz também para “igualar os termos”. Isso significa, resumidamente, que um país só desmontará as armas nucleares se todos assim fizerem. Enquanto isso não acontece, a população deve tomar uma escolha: apoiar a construção de uma arma nuclear no seu próprio país ou apoiar a destruição das mesmas em nível mundial. Considerando o cenário mundial, o método mais possível seria apoiar a construção de uma arma nuclear em seu país. É a melhor opção? Não. Pode acabar com o “medo atômico”? Também não, mas pode minimizá-lo. Ficar esperando pelos países decidirem se desfazer da bomba nuclear não vai adiantar. Quem tem poder faz as regras. Tomando o exemplo dos conflitos entre Índia e Paquistão, os dois países amenizaram os conflitos após a construção da própria bomba atômica.

É duro de aceitar, mas a opção mais provável de minimizar o “medo nuclear” é tendo a própria bomba nuclear. Não é o método ideal, mas é o mais realista. Seria utópico querer que as armas simplesmente não existissem mais. Há muito jogo político por trás disso. Com poder bélico nuclear, as chances de conflito diminuem. Portanto, é melhor entrar no jogo para que não joguem conosco.