Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 01/09/2019
O brasileiro acorda, abre os olhos, pega o celular e se depara com uma notícia ruim. A ansiedade diária que não se trata mais apenas se deixamos a porta de casa aberta, ou quem sabe o fogão ligado, se trata sobre as grandes decisões, os grandes governos e principalmente o futuro real, não o meu, mas o nosso.
A maior inquietação é causada por não saber se as pequenas decisões importam, se podemos mudar o rumo das coisas por nossa conta ou estamos realmente fadados ao fracasso.Nunca houve tantos motivos para sentir medo. A mídia escolhe as coisas para chamar sua atenção, e as coisas que mais chamam a atenção do cérebro são, justamente, as que mais assustam.
Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, 20,8% das pessoas têm transtorno de ansiedade, ou seja, passam o tempo inteiro com medo de alguma coisa (pois a ansiedade nada mais é do que medo antecipado, de algo que pode ou não ocorrer). É dez vezes mais do que na década de 1980.
Infelizmente não podemos lidar diretamente com as grandes questões, mas isto é de certa forma reconfortante, pois não está completamente em nossas costas. É importante se importar mas não devemos enlouquecer