Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 20/09/2019

O medo atômico se concretizou de forma mais arraigada durante a guerra fria, onde as duas maiores potências da época, Estados Unido e União Soviética, disputavam a hegemonia mundial. Como ambas as potências possuíam um arsenal atômico suficiente para cobrir totalmente a extensão global, o medo de uma hipotética guerra atômica estava bem vívido; mas será que no tempo contemporâneo, com uma política mundial mais estável, este medo seria coerente?

Ao contrário do que a maioria pensa, armas e arsenais nucleares não são produzidos para matar pessoas, mas sim para manter a soberania do território de tal país contra invasões internacionais apenas pela possibilidade de haver retaliações atômicas como resposta. Obviamente, existe a viabilidade de países que possuem esse tipo de arsenal e tecnologia de forma nociva, mas em contrapartida, seu uso foge de um uso estratégico político militar, tornando essa probabilidade quase insignificante para não dizer nula.

Depois de tais informações, podemos afirmar que programas nucleares tornam-se uma forma de pacificação geopolítica sendo desnecessário os alardes. O verdadeiro problema, portanto, não se dá nos arsenais mundiais, mas nos pequenos grupos. O terrorismo nuclear é algo perigosamente real. A possibilidade do Estado islâmico (terroristas) adquirirem material físsil suficiente para atingirem a massa crítica, mesmo que para apenas uma bomba, é algo que requer severa atenção internacional. A cerca de 18 anos, o então líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, afirmou que a organização terrorista tinha em seu poder armamento nuclear, o que foi confirmado como blefe na época, mas a força desses grupos apenas crescem ao passar do tempo com uma proporção assustadora.

Tendo em vista tais possibilidades, é de suma importância a fiscalização e a prevenção do terrorismo de material bélico nuclear, especialmente no Oriente Médio, mas de modo geral e mundial.