Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 02/08/2020

O filme “Dr. Strangelove” expõe a visão autoral de Stanley Kubrick acerca de uma possível guerra nuclear entre países capitalistas e socialistas; hodiernamente, faz-se necessário a atuação estatal na amenização destas tensões, por meio de iniciativas educacionais e culturais, a fim de que tais estorvos não ultrapassem a ficção e venham a se tornar reais.

Precipuamente, consoante ao pedagogo Paulo Freire, ratifica-se a importância da educação como instrumento de mudança socioeconômica mundial; o campo das ciências humanas, que é intrínseco ao desenvolvimento da diplomacia e da dialética argumentativa, é fulcral na remissão dos conflitos políticos entre as nações, sendo incumbência estatal o ensino destas ciências na instrução de sua população como um todo.

Ademais, ratifica-se a necessidade de meios culturais na formação ideológica da nação; o psicanalista Jacques Lacan postula a tendência humana no tocante à adoção de ideais externos ao indivíduo, que constrói muitos de seus pensamentos por meio de expressões artísticas. Além de fonte de entretenimento, portanto, tais produções são difusoras de ideais pacifistas e ideológicos em larga escala, como visto nos filmes vietnamitas do diretor Oliver Stone, situação que, logo, urge ao poder público no que tange à promoção destas artes.

Infere-se, portanto, a imprescindibilidade de atuação estatal na esfera pedagógica e artística; o subsídio, por meio do Ministério da Educação, é imperioso no desenvolvimento da diplomacia e do debate político, através de palestras em escolas públicas e particulares, visando a progressão diplomática entre os povos; é mister, por ação do Ministério da Cultura, a aplicação de capitais na produção audiovisual e musical, que servem como entretenimento e difundem ideais de paz com grande alcance, transformando ideologicamente seus espectadores. Dessarte, pacificar-se-á as tensões entre os diferentes espectros políticos e livrar-se-á o povo do medo nuclear que o assola.