Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 09/10/2020
Na obra ‘‘Utopia’’ do escritor Thomas More, é retratada um sociedade perfeita na qual essa é caracterizada pela ausência de conflitos. Contudo, ao observar a realidade nota-se que o exposto de More apresenta um equívoco, uma vez que o medo atômico coíbe a conclusão do plano do autor. Dessa maneira, em razão de uma negligência estatal e um silenciamento midiático, emerge um conflito que necessita de urgente resolução.
Primordialmente, faz-se necessário apontar a negligência estatal como um formentador da questão. Segundo o pensador Thomas Hobbes, é função do Estado promover o bem-estar social. No entanto, tal maneira não é corretamente efetivada, tendo em vista que, o medo de uma possível guerra nuclear entre países causa uma certa insegurança na população devido à uma falta de transparência do Estado sobre os atuais acordos de paz e condições para tal acontecimento. Nessa perspectiva, é indubitável que essa postura governamental é prejudicial.
Ademais, a questão encontra forma de expansão no silenciamento midiático. De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser mecanismo de democracia não deve ser convertido em instrumento de opressão. Nesse viés, é possível notar que a mídia, geralmente, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da conjuntura social, colabora com a propagação do problema, visto que a omissão dos meios de comunicação acerca do medo atômico ocasiona a falta de conhecimento da sociedade a respeito dessa problemática, dificultando sua erradicação. Desse modo, a mídia perpetua essa triste realidade.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para que seja reduzido o medo atômico, é necessário que o Ministério da Educação qualifique profissionais que promovam debates através de veículos midiáticos que elevem o nível de informação da população acerca do tema, através de um projeto à ser entregue a Câmara dos Deputados. Nele deve contar a necessidade de apresentar todos acordos de paz e informar imediatamente qualquer mudança em tais acordos, a fim de promover uma sociedade mais consciente, que não deva temer a um possível ataque tal como Hiroshima e Nagasaki. Assim, a coletividade alcançará a Utopia de More.