Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 26/03/2021
A partir das detonações atômicas norte-americanas em Hiroshima e Nagasaki, o medo das potentes bombas nucleares intensificou-se bruscamente, visto que o mundo acompanhou a completa destruição das cidades japonesas e a morte de milhares de indivíduos inocentes. Essa insegurança foi motivada pelo grande arsenal de instrumentos atômicos e à falta de diálogo entre líderes mundiais, sendo algo que permaneceu presente no decorrer do século XX e que ainda preocupa a sociedade atual. Logo, é inexorável a análise dessa conjuntura com o intuito de haver a conciliação entre as nações e o fim da preocupação acerca do uso desses artifícios.
É relevante abordar, primeiramente, que a ambição por territórios e pela hegemonia global levou o ser humano a criar recursos bélicos que podem destruir a si mesmo. Desse modo, os países entraram em uma corrida armamentista durante o período da Guerra Fria e aumentaram o pavor da população. Todavia, com a finalidade de acabar com essa ameaça, o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares tem como objetivo limitar a produção de armamento. Contudo, alguns países, como a Índia e o Paquistão, já declararam que ainda produzem e detêm de equipamentos atômicos. Logo, de acordo com uma pesquisa do jornal britânico “The Telegraph”, existe cerca de 15 mil ogivas atômicas, ameaçando a estabilidade mundial.
Paralelo a isso, outro fator que influencia no pânico é o desentendimento entre líderes mundiais, podendo ocasionar em uma possível guerra, assim como já aconteceu no passado. Dessa maneira, entre 2017 e 2018, a Coreia do Norte ameaçou bombardear uma ilha que continha uma base americana, gerando uma desavença com os Estados Unidos. Ademais, no início de 2020, a população ficou assustada com o ataque norte-americano ao Irã, levando na morte de um dos homens iranianos mais poderosos, surgindo, então, boatos de que haveria um conflito entre os dois povos e, consequentemente, amedrontando os cidadãos.
Em conclusão, seria essencial que a Organização das Nações Unidas auxiliasse para minimizar essa cominação, por meio do diálogo e da proposta de que todas as nações participassem dos tratados de paz e que esses controlassem a quantidade de arsenal atômico, com a finalidade de manter o equilíbrio entre os países. Portanto, assim como o músico Bob Marley escreveu, se todos derem as mãos, quem sacará as armas?