Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 09/08/2021
A corrida nuclear - grande corrida armamentista às armas nucleares - foi um dos grandes marcos da Guerra Fria, período de tensão geopolítica entre Estados Unidos e União Soviética. Evidentemente, a evolução de armas nucleares levou a uma ameaça atômica responsável pelo medo das pessoas sobre tudo que envolva radioatividade, inclusive, no Brasil. Sob esse prisma, é indubitável que esse empecilho é fomentado tanto pela negligência estatal, como também pela população desinformada.
Nesse viés, é importante destacar como a negligência governamental atua diretamente como causa do problema. Consoante a isso, o jornalista Gilberto Dimenstein, em seu livro “O cidadão de papel”, explica que as leis constitucionais residem tão somente na teoria, ou seja, não ocorrem na prática. Nessa perspectiva, o governo não provê o direito à segurança, garantido na Constituição pelo Art. 6º, sobre os resíduos radioativos, visto que a deposição incorreta de dejetos nucleares podem acarretar em acidentes atômicos, por exemplo, o caso do acidente com o Césio 137. Desse modo, o medo atômico da sociedade está relacionado com a negligência do Estado.
Outrossim, é válido salientar que a base educacional lacular caracteriza-se como um complexo dificultador. Dessa maneira, segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele, assim sendo, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange ao temor pelo assunto da radioatividade, os cidadãos não foram devidamente educados sobre o assunto, principalmente nas escolas, assim, favorecendo para o medo do atômico. Portanto, é crucial reconhecer as falhas nesse sistema e reverter a situação.
Em face dos argumentos supracitados, para atenuar os impasses gerados pela problemática, é necessário o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com a mídia, investir em campanhas e programas de ensino, no meio social e televisivo, por meio de verbas públicas, com a finalidade de conscientizar a conjuntura social no que se refere à radioatividade. Logo, com essas e outras medidas, será possível minimizar os óbices ligados ao medo atômico.