Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 02/08/2021
Em 1945, os bombardeios nas cidades de Hiroshima e Nagasaki marcaram o final da Segunda Guerra Mundial e o ínicio de uma nova e poderosa forma de energia, a nuclear. Da criação dessa energia até o momento atual, diversas catástrofes, como a explosão das cidades japonesas, já atingiram o planeta, transformando esse em um dos mais perigosos tipos de energia já criados. Sendo assim, cabe analisar como a extensa produção de armas atômicas e a poluição causada por resíduos nucleares contribuem para o medo da população acerca dessa energia.
Em primeiro lugar, sabe-se que o mundo vive em constante medo de uma possível guerra nuclear, já que países como Estados Unidos e Rússia produzem cada vez mais armas nucleares. Mesmo em tempos de paz a produção bélica continua extensa, pois ao ver um país se armando e ficando cada vez mais forte, outros países se sentem ameaçados e tendem a investir em aparatos de defesa. Desse modo, na medida em que o tempo passa e mais armas são desenvolvidas, uma possível guerra nuclear seria cada vez mais destrutiva, visto que com apenas duas bombas, Niroshima e Nagasaki foram completamente destruídas. Assim sendo, é fundamental que haja uma limitação no desenvolvimento de armas de cunho nuclear para que o medo atômico da população se reduza.
Ademais, é perceptível que a tecnologia nuclear trouxe e ainda traz diversos problemas ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Combustíveis nucleares são extremamente radioativos e difíceis de se desfazer ou reutilizar, já que um dos principais componentes é o plutônio que demora milhares de anos para perder sua nocividade. Esses resíduos nucleares mostraram sua força e se fizeram temidos após o acidente da usina nuclear de Chernobyl, onde durante um teste de segurança houve uma explosão que levou componentes radioativos no ar, tornando a área inabitável até hoje e causando várias vítimas. Além disso, outros ocorridos fazem parte da sociedade apreensiva quanto às usinas nucleares, temendo que casos como o de Chernobyl possam acontecer novamente. Dessa forma, é de extrema importância que os recursos nucleares sejam utilizados de forma consciente e responsável.
Como visto, algo precisa ser feito para que a questão do medo atômico seja resolvido. Portanto, é dever das grandes nações reduzir a produção de armas atômicas ao máximo por meio de um acordo global que regularize e limite o desenvolvimento bélico-nuclear, com o objetivo de evitar uma possível Terceira Guerra Mundial e diminuir o medo da população. Outrossim, é dever de cada país que possua uma usina nuclear, por meio do desenvolvimento de meios seguros e conscientes, administrá-la de forma responsável para que acidentes como o de Chernobyl não ocorram mais. Somente tomando essas medidas, será possível lidar com o medo atômico.