Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 10/08/2021
A obra literária “A rainha vermelha”, escrita por Victoria Aveyard, é uma distopia que, por demasiada incidência radioativa, ocorre alterações genéticas, resultando em pessoas de sangue prateado. Todavia, fora das barreiras ficcionais, o âmbito hodierno brasileiro ainda tem dificuldade de lidar com o medo da atomicidade, uma vez que que ela é perigosa para a saúde, podendo se alastrar geneticamente ao decorrer das gerações - caracterizado, majoritariamente, pela ignorância do cidadão nesse ramo científico e pelo manuseio indevido de aparelhos radiativos. Logo, são necessárias ações visando o crescimento social.
Em primeiro plano, a imperícia do indivíduo acerca dessa temática acarreta de maneira extremamente negativa na sociedade, principalmente pela propagação de notícias falsas, sem validação científica, e, consequentemente, não buscando verificar a veracidade das fontes. Como também comprova uma pesquisa feita pela “Kaspersky”, empresa global de cibersegurança, mostrando que 62% dos brasileiros não sabem reconhecer uma notícia falsa. Ademais, reforçando a precariedade de educação no sistema governamental do Brasil, dito que não atinge o objetivo de incentivar o aluno a pesquisar sobre o assunto ou diferenciar o que é verídico ou não.
Em consequência, o manuseio indevido de materiais atômicos somente agravam a situação, visto que, quando utilizados e descartados de maneira imprudente, criam sequelas, tanto no meio ambiente quanto no ser humano em si. Essa decorrência pode ser visível no caso do Césio 137, em Goiânia, que afetou mais de 1600 pessoas devido ao descarte impróprio de um aparelho de radioterapia, impactando até a atualidade no local e nas famílias das vítimas. Ainda que, quando relacionado ao meio ambiente, acidentes de alta escala, como o Desastre de Chernobyl, trazem resultados a longo prazo, como por exemplo, em uma área afetada pela usina nuclear, onde as árvores desenvolveram uma coloração avermelhada e morreram por exposição a radiação.
Dito isso, é dever da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investir em maior fiscalização de terrenos hospitalares, de maneira que garanta que nenhum resíduo atômico está sendo descartado de maneira incorreta. Juntamente com a ação do Ministério da Educação, implementando esta temática atual nas escolas, visando desatrelar essa visão pejorativa à atomicidade. Dessa maneira, com o crescimento no ramo educacional e com a garantia de descarte apropriado, o indivíduo não associará o futuro da nação com a obra distópica de Victoria Aveyard.