Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 10/08/2021

“Tornei-me a morte, a destruidora de mundos” Esta foi a frase de J. Robert Oppenheimer após a detonação de uma bomba nuclear em um teste no deserto do Novo México nos Estados Unidos. Oppenheimer era um dos cientistas e o engenheiro-chefe do Projeto Manhattan, uma operação militar americana que visava o desenvolvimento de uma arma de destruição em massa para uso na Segunda Guerra Mundial. A frase demonstra o arrependimento do pesquisador após ver sua criação, um sentimento que permeou o resto da equipe do programa, como Albert Einstein. Porém, mesmo com a destruição de Hiroshima e Nagasaki por bombas atômicas, seu uso salvou mais vidas do que matou.

Após o termino da Segunda Guerra Mundial, surgiu outro grande conflito geopolítico, a Guerra Fria, uma luta por influência ao redor do mundo protagonizado pela União Soviética e os EUA. Enquanto não era um conflito aberto com soldados lutando em grandes batalhas, ambos os lados se preparam para uma guerra produzindo em massa mísseis nucleares, totalizando em dezenas de milhares de mísseis para ambas as potências. A enorme quantidade de armas era capaz de destruir o mundo várias vezes, e o medo de um conflito que acabaria com a vida na terra também era normal, sendo representado em mídia da época, como vídeo-cursos para crianças de como sobreviver um ataque nuclear.

Assim que a guerra fria foi progredindo, uma imagem negativa das armas nucleares foi construída, com o medo até se espalhando a energia gerada em reatores nucleares. Entretanto, o medo teve seu benefício, a MAD (destruição mutuamente assegurada) é o termo aplicado para descrever como ambos os lados da guerra fria temiam tanto o uso de uma arma nuclear, que nunca tiveram coragem de iniciar um combate com a outra potência, evitando uma terceira guerra mundial. Assim, livrando o mundo de uma Terceira Guerra Mundial que mataria milhões ou até bilhões, desde então, as armas nucleares se tornaram um método de ameaçar outros com a destruição total, porém visando a paz.

Em virtude dos argumentos apresentados acima, percebe-se que as armas nucleares são uma ferramenta para manter a paz entre as grandes potências do mundo, visto que, não ocorreu nenhum confronte militar entre potências nucleares desde 1945. Ademais, o processo de desarmamento nuclear que continua em ação entre a Rússia e os EUA significa que mesmo se o pior ocorrer a humanidade conseguiria sobreviver, caso muito diferente quando comparado ao cenário mundial na década de 70. Assim sendo, o armamento nuclear instaurou uma era de paz global que levou a melhorias de vida ao redor do mundo inteiro, assim como o fortalecimento de conferências diplomáticas como método de resolver disputas nacionais.