Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 09/08/2021
Durante o período da Guerra Fria, as ameaças do lançamento de bombas atômicas foram a emoção desse conflito. Promessas de ataque caso “sugestões” não fossem seguidas. E o medo da população jamais foi tão intenso. No contexto mundial atual, o medo atômico prevalece e a população não sabe como superá-lo. Isso ocorre, sobretudo, pela energia nuclear ser uma ótima substituta de outros tipos de energia, contudo, mais perigosa; como também pelo avanço tecnológico. Desse modo, é visível que medidas precisam ser tomadas a fim de amenizar essa problemática.
Vale destacar, a priori, que a energia nuclear provém de uma fonte não renovável e esgotável, porém abundante, sem risco de escassez evidente, uma vez que uma ínfima quantidade de urânio rende muito. Além disso, suas usinas não dependem das condições climáticas e não utilizam combustíveis fósseis, não emitindo de gases poluentes na atmosfera. Todavia, caso exista qualquer tipo de instabilidade na usina, as chances de catástrofes são altíssimas, assim como o potencial tóxico e destruidor de tal acidente. A título de ilustração, pode-se relembrar do desastre de Chernobyl, em que houve a explosão de um dos reatores da usina, promovendo a liberação de uma elevada quantidade de material radioativo na atmosfera, o que tornou a região inabitável. Desse modo, a energia atômica sendo falível e devastadora em caso de erros dificulta a superação de tal temor.
Ademais, cabe ressaltar que pesquisas científicas e tecnológicas contínuas permitiram a criação de novos recursos necessários para a construção e melhoria de munição nuclear. Sob essa ótica, o físico alemão Albert Einstein foi o criador da equação de equivalência entre massa e energia, a qual permitiu o desenvolvimento de armas de destruição em massa, mesmo essa não sendo sua intenção. Consequentemente, governos gananciosos apropriaram-se de seus estudos e desenvolveram as bombas, no início da Segunda Guerra Mundial. Atualmente, sendo assim, é evidente que mais avanços foram alcançados, proporcionando armamentos ainda mais devastadores; outrossim, o ganho da força de disputas políticas abre espaço para a utilização de tais recursos, ampliando o medo atômico.
É visível, portanto, que mudanças precisam ocorrer para que a situação seja atenuada. Logo, cabe à ONU - como principal responsável pela garantia da paz mundial - acalmar a população por meio de restrições inflexíveis em relação ao uso das armas nucleares, com o intuito de minimizar a tensão criada por conflitos anteriores no povo. Concomitantemente, a Aliança de Organizações Científicas Internacionais deve, mediante ao investimento em novas pesquisas, garantir recursos controladores e/ou dizimadores dos efeitos de possíveis acidentes, visando a segurança dos cidadãos, assim como a possibilidade da existência de usinas nucleares seguras e avanços tecnológicos com efeitos positivos.