Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 03/08/2021
No ano de 1945, o planeta Terra conhecera a nova superpotência bélica do século, os Estados Unidos, após o episódio do lançamento das bombas nucleares nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Assim, o medo atômico da população mundial é compreensível, haja vista que os danos podem alcançar horizontes mais distantes que o local de origem da radioatividade, assim como os eventos ocorridos em Chernobyl, na Ucrânia e no Lago Karachai, na Rússia. Logo, conclui-se que o temor do uso de energia nuclear em armas de destruição em massa e em indústrias geradoras de energia são os responsáveis pela insegurança de incontáveis cidadãos ao redor do mundo.
Primeiramente, é válido destacar que o uso de armamentos bélicos baseados nesse tipo de energia teve uma tentativa frustada de evitar a dispersão desse perigo com Tratado de Não-Proliferação Nuclear, o qual não obteve êxito. Consequentemente, o remorso de eclodir um combate nuclear era comum no dia a dia, principalmente com a Guerra Fria, onde aparentava-se necessária uma demonstração de poder para finalmente definir a hegemonia mundial, já que apenas um movimento brusco poderia significar a maior catástrofe até então registrada. Desse modo, é justificável o medo constante nos tempos atuais, tendo em vista que, além de perigosíssimo, não há transparência nesses processos.
Outrossim, a preocupação não permanece apenas no setor militar, mas no energético também, considerando que inúmeras indústrias geradoras de energia usam da nucleatividade para produzir eletricidade e, às vezes, a cidade depende apenas desse artifício como fonte elétrica. A exemplo disso, a cidade-fantasma de Pripyat, na Ucrânia, era uma área definida como local moradia dos trabalhadores das usinas nucleares que, após falhas mecânicas dos protocolos de segurança, explodiram e causaram a catástrofe que possui resquícios irreversíveis até os dias atuais. Dessa maneira, a insegurança da população em relação à energia nuclear é recorrente e coerente, visto que não há ideia de quando um acidente similar, ou pior, pode vir a acontecer novamente.
Portanto, para lidar com o medo atômico, são indispensáveis ações das Nações ao redor do mundo para garantir a segurança de seus países e vizinhos. Os representantes devem investir em campanhas de cosncientização sobre como as usinas nucleares podem contribuir mais e poluir menos por meios dos maiores veículos de comunicação em massa, como a televisão e internet, e investir em locais distantes para evitar maiores estragos caso um novo incidente ocorra, além de entrar em um acordo de transparência juntos das potências bélicas para garantir a confiança de seus cidadãos em escala mundial e, com isso, eventos como Hiroshima e Nagasaki ficarão apenas como erros do passado.