Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 08/08/2021
No ano de 1986, na Ucrânia, ocorreu o acidente nuclear da usina de Chernobyl, a qual, devido ao incidente, foi responsável pela libertação de altas dose de radiação, atingindo lugares próximos à tragédia e causando efeitos populacionais nocivos. De maneira análoga, essa geração de energia é pauta de inúmero debates, pois, apesar de seu alto rendimento energético, há impasses relacionados as consequências de sua utilização. Dessa forma, é necessário que fatores como inadequado descarte atômico e falta de investimentos em tecnologia sejam analisados para reduzir os danos da problemática.
A princípio, é válido salientar que o lixo de origem radioativa não recebe o devido tratamento após seu uso. Nesse viés, em setembro de 1987, na cidade de Goiânia, dois catadores de lixo tiveram contato com uma máquina radioativa, os quais transportaram o equipamento para outras localidades espalhando o césio-137, partícula de radiação .Diante do exposto, tal situação vivenciada pelos sujeitos elucida o descaso sobre o resíduo que, inadequadamente, é acessível à população- esta, desinformada sobre os entraves causados pela contaminação- colocando-os em posição de vulnerabilidade. Assim, essa conjuntura compromete negativamente o bem-estar dos cidadãos.
Ademais, é relevante abordar o insuficiente capital aplicado em inovações e pesquisas com fins nucleares. Nesse contexto, o físico americano Edward Teller, afirma que a ciência é a base para a tecnologia do futuro. Seguindo esse pensamento, a ciência mencionada por ele é entendida como o estudo sobre a energia nuclear e o seu funcionamento, possibilitando o desenvolvimento de tecnologias de prevenção mais eficazes, na qual as chances de acidentes são reduzidas. Nesse diapasão, com a não aplicação desses recursos, a segurança dos indivíduos é comprometida e a humanidade limita seus avanços.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para mitigar os estragos causados e amenizar o medo atômico. Dessa maneira, o Governo Federal deve liberar orçamentos para pesquisas, por meio de subsídeos destinados à faculdades de engenharia, nas quais os estudantes utilizarão o montante para estudar os mecanismos de prevenção e criar tecnologias para freiar a disseminação da radiação, com o fito de evitar consequências trágicas em casos de incidentes, além de tranquilizar a populção proporcionando segurança. Logo, com a adoçao de tais iniciativas, ocorridos como o da usina de Chernobyl não serão presenciados novamente.