Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 16/08/2021
O poema “Rosa de Hiroshima” escrito pelo poeta brasileiro Vinicius de Moraes retrata o ataque atômico ao Japão na segunda guerra mundial. Análogo a isso, no contemporâneo, uma sociedade ainda carrega as cicatrizes do uso monstruoso de bombas nucleares que provocou execuções em massa em locais como Hiroshima e Nagasaki. Ante essa conjuntura, é notório o quão desafiador se configura a localidade de políticas esclarecedoras que busquem minimizando o medo atômico e que criem um sentimento de paz na população.
Nessa perspectiva, é válido reconhecer a realidade atroz das tensões envolvendo guerras nucleares é responsabilidade vital dos Estados que se destacam inertes. Consoante a filosofia de Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, é dever do Estado garantir a felicidade dos cidadãos. Logo, verifica-se que esse conceito está deturpado à medida que o Estado não promove um sentimento de segurança e não ratifica o acordo de banimento de armamento nuclear estipulado pela ONU.
Outrossim, é válido ressaltar que, conforme Margaret Mead, uma cultura atua fortemente na construção dos valores dos proprietários. Nesse sentido, infere-se que o medo de tecnologias nucleares é fruto de guerras históricas que foram enraizadas culturalmente e perduram-se através dos veículos midiáticos que, por vezes, apresentam em filmes ou histórias em quadrinhos, realidades em colapso após a utilização torpe de bombas nucleares.
Fica claro, portanto, que são necessárias capacidades de mitigar essa mazela. Para tanto, os Estados devem promover projetos e políticas de segurança e responsáveis da utilização de energia nuclear, além de produzir tratados e acordos de desarmamento de bombas nucleares com o fito de proteger os cidadãos de seus respectivos países. Dessa forma, como obter os ocorreram em Hiroshima e Nagasaki serão evitados.