Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 05/08/2021

O jogo “Fallout 4” situa-se em um contexto de guerra entre nações, que começa com ataques feitos por meio de bombas atômicas com poder destrutivo ímpar. Análoga à ficção, percebe-se um receio constante acerca do poder bélico de potências mundiais quanto à produção de armas exterminadoras, devido a questões diplomáticas mal resolvidas e fatos históricos recentes. Portanto, faz-se necessária a abordagem desses problemas em questão.

Convém ressaltar, a princípio, as relações entre países hegemônicos no cenário global, as quais se mostram instáveis. Nesse contexto, emerge o caso das Coreias, do Sul e do Norte, que, mesmo com tentativas de reconciliação, continuam em oposição sociopolítica, aonde se observa um governo norte-coreano trabalhando na criação de seu primeiro explosivo de ativação nuclear. Logo, vê-se a atmosfera de insegurança causada pelas desavenças políticas e impulsionada pela ameaça de guerra atômica.

Outrossim, vale ressaltar os acontecimentos históricos do século XX que ajudam na aflição vigente de possíveis conflitos. Em tal perspectiva, percebe-se heranças da Guerra Fria, marcada pela bipolarização do globo, como a Corrida Espacial e o lançamento da Bomba Tsar, este realizado pela União Soviética, contribuindo para o advento de uma concepção popular de supostos atuais projetos governamentais ligados à confecção de armas devastadoras a nível físico e químico. Assim, há o medo de um futuro próximo de repetir o passado perigoso.

Diante do exposto, é imprescindível o fim do suspense baseado na incógnita de eventuais batalhas com uso de armas nucleares. Para tanto, cabe à Organização das Nações Unidas elaborar agendas capazes de esclarecer as intenções de cada país com pesquisas no tocante à tecnologia atômica, por intermédio de conferências com pautas pré-estabelecidas, objetivando a tranquilidade e clareza informacional da população de todo o mundo. Desse modo, cenários como o de “Fallout 4” serão evitados.