Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 07/08/2021

Nos anos 80 o cinema e as histórias em quadrinhos foram pesadamente marcadas pela recém chegada de filmes com ideias futuristas e de ficção, e quadrinhos de super heróis com poderes surreais. Por trás desses enredos sempre havia um contexto histórico (normalmente, a guerra fria e ressaltando a bipolaridade mundial) ou a tentativa de tentar transmitir um sentimento.

Com o passar das décadas, eventos como a queda da União Soviética e o crescimento das tensões com os Estados Unidos aumentaram a sensação de vulnerabilidade da Coreia do Norte. Como forma de lidar com a crescente diferença militar e econômica em relação à Coreia do Sul e também conseguir algum poder de barganha em futuras negociações, os norte-coreanos aceleraram o seu programa de desenvolvimento de armas nucleares nos anos 1990.

A partir de então, as tensões entre a Coreia do Norte e outras potências mundiais – como o Japão e os Estados Unidos – aumentaram rapidamente. Isso foi refletido no embargo de petróleo que os norte-americanos impuseram contra os norte-coreanos em 2002. Tal boicote foi justificado com a alegação de que a Coreia do Norte possuía um programa de processamento de urânio que não era condizente com as normas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A tecnologia nuclear deve ser desenvolvida, pois países como o Japão dependem diretamente dela como fonte de energia. O desenvolvimento de pesquisas em torno dos benefícios e malefícios devem ser realizadas e divulgadas para esclarecimento da sociedade a fim de retirar dúvidas e pré-conceitos. A criação, o cumprimento e fiscalização de novos tratados como o de Não-Proliferação Nuclear é de extrema importância para que essa tecnologia seja utilizada do modo mais correto possível, para que o medo em torno dessa tecnologia seja cessado definitivamente.