Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 09/08/2021

Segundo o pensador Epícuro, a existência humana se fundamenta na busca pela felicidade, a qual nada mais é do que superar o medo da morte. Tendo em mente a ideia do filósofo grego, uma temática que impede as pessoas de alcançar tal sentimento é lidar com o temor de uma guerra com armas atômicas, cuja possibilidade demonstra intríseca ligação com o receio quanto a óbitos. Logo, nota-se que esse medo se relaciona com a evolução das guerras e sua destruição e mortalidade crescentes.

Vale ressaltar, de início, as causas dos danos proporcionados pelas guerras, dentre as quais se destaca o avanço científica das armas usadas nos conflitos. Desse modo, notam-se os contrastes entre as ferramentas usadas durante Idade Média e a contemporaneidade: na primeira, usavam-se armas brancas na grande base da infantaria, com possível presença de armas de cerco; na segunda, promopagou-se o uso de armas de fogo e de destrução em massa, nas quais se enquadram os dispositivos atômicos. A partir dessa ótica, como consequência da evolução da ciência, observa-se a criação de dispositivos nucleares ainda mais destrutivos, os quais se fazem notar em gravações militares dos testes de tais armas cuja finalidade é repercutir seu poderio bélico. Por fim, tal repercussão acarreta, concomitantemente, em uma intensificação do temor atômico.

Além disso, demonstra-se outro cenário, atribuído ao receio da recorrência de bombardeios como os testemunhados pelo Japão durante 1945, em Hiroshima e Nagasaki, o qual faz relação com as possíveis causas do evento, proporcionadas por instabilidades políticas. Assim, demonstram-se manifestações artísticas contra os acontecimentos supracitados, como o poema “Rosa de Hiroshima” de VInicius de Moraes, o qual condena a brutalidade e o descaso para com a população inocente afetada pela explosão e subsequente radiação de uma bomba atômica. Sob essa ótica, baseando-se na mesma imprudência observada por Moraes, nota-se o aparecimento de uma ansiedade coletiva na população, causada por conflitos políticos ao redor do mundo, de maneira a denotar um medo não somente atômico, mas de instabilidades geopolíticas generalizadas.

Portanto, nota-se que a evolução de tecnologias belicosas, juntamente com as incertezas da política global, são fatores responsáveis por instituir nas pessoas um receio quanto ao uso de armas atômicas, o qual deve ser reduzido. A partir disso, cabe à Mídia propagar as medidas de segurança decretadas pela ONU que proíbem o uso e produção de armas nucleares, por meio de propagandas e campanhas de conscientização que abordem sobre o tratado assinado por diversos países, a fim de tranquilizar à população quanto à possibilidade da eclosão de guerras atômicas. Destarte, pode-se alcançar a superação do medo nuclear, apontada como parte do caminho para a felicidade segundo Epícuro.