Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 17/08/2021
Na série documental “A Segunda Guerra em Cores” é retratada a história da Segunda Guerra Mundial, que ocorreu entre 1939 e 1945, por meio de filmagens resgatadas de arquivos dos exércitos rivais. Nesse sentido, o fim da guerra foi marcado por dois bombardeamentos atômicos que atingiram as cidades de Hiroshima e Nagazaki e fizeram com que o Japão recuasse. Com isso, vale destacar que as usinas nucleares tem influenciado a proliferação de armas atômicas, tornando a sociadade mundial vulnerável, à ameaças e desastres.
À princípio, é válido pontuar que após a Segunda Guerra houve um período marcado pelo confronto indireto entre os EUA e a URSS, denominado corrida armamentista, que contribuiu para o desenvolvimento de armas bélicas. Nesse contexto, foi criado o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) que visa impedir a proliferação da tecnologia utilizada na produção de armas nucleares, bem como realizar a promoção do desarmamento nuclear, encorajando apenas a utilização pacífica de tal tecnologia. No entanto, a produção de energia nuclear nas usinas influenciam indiretamente a propagação e o progresso da indústria bélica de modo informal.
Ademais, o sentimento de medo da população mundial após os bombardeios da Segunda Grande Guerra e a Guerra Fria aumentou drásticamente, sentimento de vulnerabilidade. Segundo Mao Tsé-Tung, o Ex-Presidente da República Popular da China, a bomba atômica é um tigre de papel que os reacionários americanos utilizam para assustar as pessoas. Ou seja, as bombas atômicas servem para dar uma impressão de poder e causar medo na população para que assim, sejam suscetíveis à determinada ideia.
Com base no que foi supracitado, torna-se evidente a necessidade de buscar uma solução para a problemática social do medo atômico. Portanto, cabe ao Estado a criação de políticas públicas para que ocorra o investimento em usinas de fontes renováveis, objetivando a diminuição de usinas nucleares e indiretamente a diminuição da proliferação de armas atômicas. Assim, a população se sentiria menos vulnerável à ameaças.