Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 08/08/2021

O medo atômico surgiu com a Guerra Fria e as suas consequências, entre elas a corrida armamentista e a bipolarização mundial que poderia acarretar em um possível conflito entre as potências da época. Nesse sentido, esse temor persiste até os dias atuais devido à modernização de arsenais militares e ao uso da energia nuclear em larga escala. Porém, países se comprometeram a prevenir a proliferação dessas armas. Assim, é imprescindível para a vida humana que essas bombas nucleares não sejam utilizadas por causa de seu alto poder de destruição.

Sob essa ótica, tensões internacionais têm levado países a desenvolverem arsenais com armas nucleares inclusas. Nesse viés, possíveis conflitos no Oriente Médio têm potencial enorme de destruição graças aos investimentos de nações rivais em projetos atômicos, como é o caso da Índia e do Paquistão. Além disso, os acidentes de Chernobyl e Fukushima instauraram o medo devido à forma como o poder público respondeu a eles, de modo que os governantes instauraram pânico e evacuaram milhares de pessoas de suas residências . Logo, esse temor causado pelo uso da energia nuclear e de bombas atômicas têm origens em planos governamentais anteriores aos episódios exemplificados.

Contudo, alguns países se comprometeram em não utilizar esses armamentos em conflitos. Nesse prisma, o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares(TPAN) proíbe o uso, desenvolvimento, teste e ameaças de uso de armas nucleares por 122 membros da assembleia geral da ONU, medida que levou o prêmio Nobel da paz em 2017 e entrou em vigor no ano de 2021. Sob essa perspectiva, a esperança de uma reduação gradual do medo atômico é realidade com esse tratado, de modo que mais nações atendam essas limitações e as bombas atômicas sejam inutilizadas no futuro e ocorra também uma diminuição nas tensões internacionais. Enfim, a propagação dos ideais de paz contribuem para a menor circulação desses armamentos no mundo globalizado.

Portanto, o medo atômico é decorrente de uma ampla polarização ocorrida no século XX e persiste até os dias atuais. Para tanto, os países que se comprometeram em deixar de investir em projetos nucleares devem redirecionar seus gastos, por meio de investimentos em áreas essenciais para a população como saúde, educação e transporte, a fim de criar uma ideia social de que a nação têm prioridades maiores que a questão armamentista. Além disso, é imprescindível que a ONU consiga persuadir novos membros para o TPAN, por intermédio de missões que promovam a paz em regiões de tensões internacionais e a diminuição da circulação de armamentos atômicos, para reduzir os riscos crescentes de conflitos e de que armas desse potencial de destruição sejam utilizadas.