Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 08/08/2021
Medo atômico é um temor que está longe de ser infundado, afinal durante os 60 anos de uso de energia atômica ocorreram 7 grandes acidentes, 3 dos quais foram efetivamente contidos e 4 que tiveram severas repercussões. Entretanto o medo atômico é fortalecido pela falta de informação disseminada entre as massas, tendo em vista que a energia nuclear é menos nociva ao meio ambiente e à formas de vida em geral.
De acordo com estudos conduzidos pela Administração Nacional de Aeronáutica e do Espaço (Nasa) o uso de energia nuclear preveniu em torno de 1,8 milhões de mortes e, mesmo englobando as fatalidades de grandes acidentes nucleares como os de Three Mile Island e Chernobyl, ela ocasionou menos óbitos do que outras formas de produção de energia.
A energia nuclear é menos danosa ao meio ambiente, já que reduz consideravelmente a emissão de CO2 na atmosfera. Desde 1976, 64 gigatoneladas de gases estufa não foram lançadas ao ar graças a energia nuclear.
Assim, o medo atômico apesar de justificável também pode ser facilmente contrariado com um pouco de pesquisa. Apesar de suas vantagens a energia nuclear ainda tem muitos defeitos, problema esse que pode ser resolvido com pesquisas científicas e avanços tecnológicos incentivados pelo sistema governamental e executados por instituições de pesquisa públicas e privadas, tendo em vista que as inovações com base na energia nuclear pararam nos anos 70 e que já existem modelos, como o Reator de Tório, que resolvem muitos dos problemas enfrentados pela utilização desse meio de produção de energia.