Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 10/08/2021

O medo da humanidade em relação ao uso de combustíveis nucleares vem desde os primeiros acidentes com esses elementos. De maneira análoga a isso, como pode-se lidar com o medo atômico. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: quais são os benefícios do uso desses materiais e quais seriam os riscos que eles podem trazer aos seres humanos.

Primeiramente, é indubitável que a descoberta dos elementos radioativos tenha trazido diversos avanços para a raça humana. Desse modo, a energia nuclear tendo a ser a mais discutida pela sua grande produção energética. Segundo dados da Unicamp, uma usina nuclear gera cerca de 3 milhões de quilowatt hora de energia elétrica por libra(453,59) de urânio, já o carvão gera 1 quilowatt hora por libra. Conquanto, os resíduos da geração de energia nuclear podem ser armazenados, em contrapartida os resíduos do carvão são liberados na atmosfera.

Outrossim, é notório que os materiais radioativos podem trazer danos se mal manuseados. Dessa forma, acidentes como o ocorrido na cidade de Pripyat na Ucrânia, em que a usina nuclear de Chernobyl explodiu liberando cerca de 200.000 Milisievert de radiação por hora, sendo que doses de 20.000 Milisievert são fatais, podem gerar danos irreparáveis ao meio. Sendo assim, regiões que sofreram acidentes que envolviam usinas nucleares podem demorar cerca de 20.000 anos para voltar a ser habitada por seres humanos novamente.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham amenizar o medo atômico. Por conseguinte, cabe ao governo e as organizações científicas, buscarem emancipar o conhecimento sobre a energia nuclear, por meio de pesquisas, notícias e até mesmo ensino nas escolas, a fim de que a população compreenda a segurança e cuidados tomados em relação ao uso dos elementos radioativos. Somente assim, podemos lidar com o medo atômico.