Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 09/08/2021
Em 1945, as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki puseram fim à segunda guerra mundial. Entretanto, criaram apreensão no mundo por seu poder de destruição em massa. Porém, tal cenário de aflição não ficou no passado, visto que, ainda hoje, muitas pessoas no Brasil sofrem com o medo atômico. Tal problema ocorre tanto pela difusão de notícias falsas quanto pelo uso maléfico da tecnologia nuclear, assim necessita de atenção para que seja amenizado.
Primeiramenta, é fundamental identificar a origem dos medos que importam para nossa vida. Segundo o filósofo francês Descartes, a dúvida deve ser nosso guia com o axioma duvido, logo penso, logo existo. As notícias difundidas pelas mídias de comunicação em massa devem ser elementos de análise, dado que, podem não ser realidade. Nessa perspectiva, exige-se um nível de racionalidade mais apurado, pois se trata de confrontar fontes que são dignas de crédito. Prova disso, é o ódio ao judeus na alemanha nazista, teve base no medo alardeado pelos meios de comunicação, que atribuíram à culpa da decadência econômica aos operadores judeus no mercado financeiro.
Em segunda análise, é significante ressaltar o questionamento em relação ao uso negativo da tecnologia nuclear. Apesar do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, alguns países se recusam a aderi-lo, e continuam a produzir bombas nucleares, o que fomenta, juntamente com a ausência de informação e desconhecimento das armas que as grandes potências possuem, a insegurança da população, dificultando, dessa maneira, a superação da problemática.
Portanto, faz-se necessário adotar medidas para que as causas do medo atômico sejam amenizadas. Para isso, cabe a ONU, realizar inspeções mais rígidas para ter controle sobre a produção e o armazenamento desses armamentos. E concomitantemente a mídia, como principal difusora de informações, por meio de documentários e reportagens, elucidar a população sobre a tecnologia nuclear e sua produção, a fim de o conhecimento sobre o assunto seja ampliado. Assim a população se sentirá mais segura, e o medo atômico diminuirá.