Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 09/08/2021
No fim da Segunda Guerra Mundia, os Estados Unidos demonstraram o poder destrutivo de bombas de fissão nuclear ao detonar as cidades nipônicas de Hiroshima e Nagazaki. Apesar da gravidade do acontecimento, o medo de uma guerra atômica não é mais tão comum no cotidiano da população, sendo substituído por preocupações acerca da produção de energia nuclear. Tal situação se deve, principalmente, pelo risco de catástrofes, bem como, poluição causada pelos dejetos radioativos gerados. Sendo assim, é preciso analisar o tema.
Convém ressaltar, a princípio, que usinas nucleares podem causar enormes danos caso aconteça algum desastre. Isso foi notado no acidente na cidade ucrâniana de Chernobyl em 1986, no qual uma falha durante um teste de segurança resultou numa explosão de vapor, liberando material radioativo pela região. A contaminação se mantém até os dias hodiernos, impossibilitando a vida humana naquela localidade, devido à radiação. Esse evento trágico retrata o grave efeito de um eventual erro no processo.
Nesse viés, é notável outro ponto negativo, o tratamento dado ao chamado lixo atômico. Isso é visível na série “Dark”, da Netflix, na qual a usina de Winden, cidade onde se passa a obra, esconde material radioativo em uma caverna sem nenhuma medida de proteção. Saindo da ficção, percebe-se que os dejetos das usinas são muito perigosos, pois mantém sua radioatividade, e não são devidamente armazenados, sendo jogados, muitas vezes, em lagos ou em buracos no solo. Desse modo, percebe-se o perigo causado à população local.
Portanto, fica nítida a necessidade de intervenção. Para tanto, é dever do Governo Federal, sob a figura do Ministério de Minas e Energia, aumentar a regulamentação do setor, por meio do enrijecimento de leis que determinem um apropriado tratamento e estoque dos dejetos radioativos, bem como, fiscalização das usinas já existentes no país, a fim de reduzir irregularidades no processo de descarte do material nuclear e evitar contaminações. Aliado a isso, o mesmo órgão deve investir em pesquisas para otimizar a produção de energia nuclear, buscando materiais e métodos alternativos visando a diminuição dos dejetos e maior produção de eletricidade. Com isso, é esperado que o medo da matriz nuclear de energia diminua, assim como o de uma possível guerra nuclear.