Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 10/08/2021

No início da década de 50, emergiu o conflito geopolítico da Guerra Fria e, com ele, instalou-se nas sociedades o medo atômico. Proveniente do desenvolvimento da tecnologia das fissões atômicas, o temor de um grande conflito nuclear permeia o imaginário coletivo até os dias de hoje. Embora esse tipo de energia tenha vantagens ambientais no mundo contemporâneo, também é fonte de desafios político-sociais a serem combatidos. Por esse motivo, é primordial que, a fim de atenuar essa problemática, medidas efetivas sejam tomadas.

O avanço capitalista sobre a sociedade constantemente exige fontes de energia que supram as necessidades de produção do sistema. Sob essa conjuntura, o uso da energia nuclear se evidencia como vantagem dentro da contemporaneidade pois, por ser proveniente do urânio, esse recurso encontra-se em abundância na natureza, além de, em contradição com o marjoritário modelo atual de produção de energia - os combustíveis fósseis - , não emitir poluentes contribuintes do efeito estufa. Dessa maneira, a propagação da informação a respeito da energia atômica, com finalidade de desmistificar o aspecto negativo atribuído a essa fonte, é de suma importância para conter o medo atômico que permeia o imaginário  social.

Ademais, o uso de energias sustentáveis e seguras é essencial na redução do medo atômico. Embora possua vantagens, a energia de fissão nuclear ainda possui desafios como o alto investimento exigido por essas tecnologias, bem como seu complexo modo de descarte e armazenamento. Adicionado a isso, o risco oferecido e exemplificado pelos acidentes de Chernobyl e Fukushima contribuem na ampliação do medo nuclear que interpõe-se no meio social. Assim, os investimentos e incentivos governamentais a energias baratas e limpas, além de evidentemente seguras e conhecidas, é fundamental para a continuidade da sustentabilidade e da mitigação do temor atômico.

Por fim, cabe reiterar que o medo nuclear é problemática pertinente na contemporaneidade e, por isso, carece de medidas visando desafios e vantagens que o atenuem. Para tanto, é indispensável a atuação do Governo Federal na promoção de políticas públicas por meio de informação disponível e democratizada. Essa intervenção tem o objetivo de, sobretudo conter o medo atômico, mas também, desmistificar os perigos associados a esse tipo de fonte energética e esclarecer que a mesma é segura. Em concomitância a isso, os investimentos e fomento a energias limpas, renováveis e baratas, como a eólica, são fundamentais.