Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 09/08/2021

No desenho “Hora de Aventura”, estreado no canal televisivo Cartoon Network, é retratado um mundo destruído por uma guerra nuclear. Apesar do caráter fictício, o medo de que eventos semelhantes ocorram é algo comum dentre a sociedade brasileira, reação essa justificada por acontecimentos históricos e por estigmas relacionados a essa adversidade. Dessa forma, é necessário o debate sobre a problemática.

Nesse viés, deve-se ressaltar a influência de fatos históricos sobre essa adversidade. A Segunda Guerra Mundial terminou após a participação dos Estados Unidos com o uso de duas bombas atômicas, que culminaram nos ataques as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, matanto milhares de pessoas, além dos resquícios radioativos que permaneceram no lugar e geraram diversos problemas, como evidenciado por Vinícius de Moraes em seu poema “A Rosa de Hiroshima”. Logo, percebe-se os impactos de grande porte ocasionados pelo uso inadequado de materiais radioativos.

Contudo, é válido salientar a presença de estigmas sobre esse problema. O químico Ernest Rutherford foi o responsável por descobrir e estudar a emissão de radioatividade dos átomos, e apesar do temor relacionado à temática, foi por causa de seus estudos que ocorreu a criação de diversos dispositívos importantes para o cotidiano da sociedade, como a máquina de Raio X. Sendo assim, percebe-se a importância da radioatividade na atualidade, apesar dos preconceitos sobre o tema.

Portanto, percebe-se a relação de fatores históricos e de estigmas sobre a adversidade, sendo necessárias ações sobre ela. Para tal, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informações, órgão responsável pelo desenvolvimento tecnológico nacional, sob fiscalização do Conselho de Defesa Nacional, investir em pesquisas relacionadas à radioatividade, por meio de aumento de verbas a universidades e centros de pesquisas, com o fito de melhorar tecnologias para uso de recursos radioativos sem criação de armas nucleares. Dessa maneira, será possível o desenvolvimento da tecnologia nuclear, evitando problemas como da animação supracitada.