Como lidar com o medo atômico?
Enviada em 10/08/2021
O acidente nuclear de Chernobyl, ocorrido na ex-URSS, foi um dos maiores e mais conhecidos, seus efeitos são sentidos ainda nos dias atuais, o que gera grande receio mundial acerca da radioatividade. Nesse aspecto, o medo atômico faz-se presente no mundo há um período relativamente curto, fazendo com que ainda existam certas dúvidas no que tange a essa problemática. Outrossim, corrobora para isso, o uso inadequado da tecnologia e a inconsequência de certos líderes mundiais.
Sob esse viés, o aprimoramento tecnológico, no decorrer dos anos, foi muito proveitoso para a população mundial, porém a sua má utilização trouxe impactos nocivos para todos. Nesse sentido, um exemplo muito claro foi o da Bomba de Hiroshima e Nagasaki, a qual foi projetada por Albert Einstein para fins de defesa de fronteiras e não para ataques atômicos como o ocorrido. Por outro lado, a ampla disseminação de agentes radioativos na história gerou uma série de acidentes nucleares, os quais ainda não foram totalmente resolvidos, devido não só o despreparo para lidar com tal problemática, como também a dificuldade de manuseamento e de descarte do lixo tóxico. Tal fato gerou em Chernobyl, por exemplo, a popuição quase que perpétua e o evacuamento de várias cidades. Dessa forma, a falta de limites éticos e o descuido são fatores primordiais na gênese do medo constante.
Ademais, a perputuação de uma geopolítica não humanizada e pouco empática também atua como agravante da situação. Desde o período da Guerra Fria - momento em que duas super potências lutavam pela hegemonia -, grandes líderes mundias ameaçam uns aos outros com represálias atômicas, na tentavia de aumentar o seu poder e reduzir o do outro. Nesse contexto, o medo é instaurado em âmbito global e a violência, mesmo que simbólica - conforme afirma Pierre Bourdieu - é vista como necessária e única solução. Ademais, a marcada utilização de energia nuclear por muitos países está sendo vista como uma forma de mascarar a produção em massa de armas com matriz radioativa, uma vez que ambas utilizam a mesma matéria-prima, dificultando a fiscalização. Com isso, faz-se urgente a formulação de medidas práticas para atenuar esse problema.
Portanto, é notório que a disseminação do medo atômico é uma problemática recente e precisa ser combatida. Assim, é importante que a iniciativa privada invista capital em pesquisas científicas que visem o melhor descarte do lixo tóxico, por meio de campanhas de arrecadação e incentivo a perpetuação de conhecimento a todos. Além disso, cabe à ONU criar políticas de fiscalização mais rígidas, mediante disponibilização de trabalhadores atuantes nesse ramo, com o intuito de reduzir a produção de armas químicas de maneira ilegal. Somento com a aplicação dessas medidas será possível evitar episódios como o de Chernobyl ou o cenário da Guerra Fria.